Noite. Pessoas apressadas
Conversa alta na calçada
Ela chegou...
Alguns copos e algumas verdades depois,
e eu estava ali
Prostrado
Encarando meu passado,
e vomitando um sentimento
há tanto tempo sufocado
Eu não pude voltar no tempo,
mas eu pude falar.
Fiz a pergunta que mais me engasgava: por quê?
-sem resposta...
Demorou anos, mas eu olhei nos olhos do algoz
E agora, o que somos nós?
Nada...
Só vidas que seguem
cada qual o seu caminho.
E depois do último copo,
um adeus meio pesado,
um abraço sem amor,
me despedi do meu passado!
Mas não da minha dor...
21 de abril de 2007
15 de abril de 2007
Relembrando os dentes
Ela é um pássaro,
quando deita no seu ninho,
encantadora, simples e delicada!
Ela é um pássaro!
Um passarinhozinho
Que quando vejo, sinto: não sou nada...
Ela? É um passaro,
já vôou em meu caminho,
mas preferiu voar por outra estrada
Ela...É um pássaro...
que me deixou sozinho,
e fugiu, a desalmada!
Ela sabia que sua beleza era sua liberdade,
que sem poder voar jamais seria assim tão linda,
achou por bem sumir, fugiu de mim, que crueldade!
fugiu daquele amor que tanto tenho aqui ainda
Ela nunca entendeu nada, isso é verdade!
Pensou que eu queria trancá-la na gaiola,
que meu desejo era pô-la atrás da grade
Hoje quando lembro é só a lágrima que rola...
Nunca quis trancafiá-la!!
Queria era poder
Voar junto com ela...
quando deita no seu ninho,
encantadora, simples e delicada!
Ela é um pássaro!
Um passarinhozinho
Que quando vejo, sinto: não sou nada...
Ela? É um passaro,
já vôou em meu caminho,
mas preferiu voar por outra estrada
Ela...É um pássaro...
que me deixou sozinho,
e fugiu, a desalmada!
Ela sabia que sua beleza era sua liberdade,
que sem poder voar jamais seria assim tão linda,
achou por bem sumir, fugiu de mim, que crueldade!
fugiu daquele amor que tanto tenho aqui ainda
Ela nunca entendeu nada, isso é verdade!
Pensou que eu queria trancá-la na gaiola,
que meu desejo era pô-la atrás da grade
Hoje quando lembro é só a lágrima que rola...
Nunca quis trancafiá-la!!
Queria era poder
Voar junto com ela...
6 de abril de 2007
Versos em confissão
Você pode até achar
que sou romântico, poético
e tenho o cântico profético do amor
Mas no fundo sou apenas
um bêbado amargurado
preso a grilhões que eu mesmo criei,
acorrentado a um passado
sem razão e sem porquê
sou caquético, sou patético
sou forçado, sou vergonha de mim!
Um ébrio mal amado,
pândego, amargurado...
Que tem a dor por abrigo da própria covardia!
E se não caibo mais em mim,
não é pela grandeza de minha alma,
mas pela pequenez do meu ser
Sou o avesso, não me conheço,
sou a desgraça de quem me conhecer
Minha dor tem nome e endereço,
É meu peito, é o o meu viver...
Eu sou tão falso, e finjo tanto
que de tão falso que é meu encanto,
nem a mim mesmo consegue convencer...
que sou romântico, poético
e tenho o cântico profético do amor
Mas no fundo sou apenas
um bêbado amargurado
preso a grilhões que eu mesmo criei,
acorrentado a um passado
sem razão e sem porquê
sou caquético, sou patético
sou forçado, sou vergonha de mim!
Um ébrio mal amado,
pândego, amargurado...
Que tem a dor por abrigo da própria covardia!
E se não caibo mais em mim,
não é pela grandeza de minha alma,
mas pela pequenez do meu ser
Sou o avesso, não me conheço,
sou a desgraça de quem me conhecer
Minha dor tem nome e endereço,
É meu peito, é o o meu viver...
Eu sou tão falso, e finjo tanto
que de tão falso que é meu encanto,
nem a mim mesmo consegue convencer...
1 de abril de 2007
Solidão
Só as palavras hoje fazem companhia
O corpo entende que já não há mais vontade
A boca seca, os lábios gemem de agonia
E um coração que bate só por vaidade
A noite é longa, tão mais longa que o dia
E meus sonhos já não têm sinceridade
O tempo passa, agora veja, quem diria...
Olho pro céu e mal consigo ter saudade
O corpo entende que já não há mais vontade
A boca seca, os lábios gemem de agonia
E um coração que bate só por vaidade
A noite é longa, tão mais longa que o dia
E meus sonhos já não têm sinceridade
O tempo passa, agora veja, quem diria...
Olho pro céu e mal consigo ter saudade
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