Ciclos. Giro em torno de mim mesmo
Vejo os anos passarem pela janela - a mesma paisagem.
Sinto no peito o mesmo aperto,
As razões que sempre mudam.
Busco. Vivo em busca eterna. Eterna e cíclica.
Imploro pelo porto seguro
Pra depois morrer de saudade da tempestade
Nado até o outro lado
Quase morro de exaustão
Dou um nó no coração
Pra chegar, acabado
E chorar de saudade
Do lado abandonado
Sou intenso. E a intensidade,
às vezes me parece superficial
É tudo sempre igual
Sonhos que se desmancham
Esperanças que se desfazem
Enquanto o tempo passa
Sempre passa
Enjôo. Vomito. E depois desejo
Me entrego, me arrependo,
E depois desejo
Sempre...
Sempre...
12 de dezembro de 2009
6 de dezembro de 2009
Um poema, meu dilema.
Ela, de repente, apareceu
Nem sei como, nem de onde
Simplemente apareceu!
Leu-me todos os poemas,
me falou dos seus dilemas
Me encontrei na perdição!
Me atirei
Lhe dei a mão
Me encantei
E por que não?
E disse assim: Inês é morta!
Minha vida era tão torta,
de repente se aprumou
Ela entrou por essa porta
E o tempo então parou
Me atirei
De coração
Me encantei
E por que não?
E foi assim, que de repente
Me envolvi, o corpo quente
O sorriso mais sincero
O simples, o singelo
Têm beleza também.
Têm beleza, e como têm!
Me atirei
Sem contrição
Me encantei
E por que não?
Nem sei como, nem de onde
Simplemente apareceu!
Leu-me todos os poemas,
me falou dos seus dilemas
Me encontrei na perdição!
Me atirei
Lhe dei a mão
Me encantei
E por que não?
E disse assim: Inês é morta!
Minha vida era tão torta,
de repente se aprumou
Ela entrou por essa porta
E o tempo então parou
Me atirei
De coração
Me encantei
E por que não?
E foi assim, que de repente
Me envolvi, o corpo quente
O sorriso mais sincero
O simples, o singelo
Têm beleza também.
Têm beleza, e como têm!
Me atirei
Sem contrição
Me encantei
E por que não?
24 de novembro de 2009
Compra-se
Eu não gosto da servidão
Da mesa impecavelmente posta
Eu odeio que completem meu copo
Os garçons sempre a postos
Para abanar o primeiro peido que eu soltar
Estão ali só para mostrar
Que sou mais humano que outros humanos
Porque ali, estou pagando... Odeio!
Eu odeio quem se submete
quem se curva
Eu detesto ser servido
Eu detesto quem compra as pessoas
O dinheiro tem essa função...
Fazer das pessoas máquinas!
"Estou pagando! Dane-se se é desumano
Eu comprei. Eu comprei a existência daquele ser por 24 horas.
Eu paguei! É meu direito!"
Escravidão.
Eu odeio
Eu odeio a hipocrisia
Do uniforme, do motorista
Do banco traseiro, do carro blindado
Desse mundo caótico e desalmado
Eu odeio as convenções
todas elas pequeno-burguesas e podres
Os empregados só comem depois dos patrões
Os escravos só se alimentam depois dos senhores
Ao povo, as sobras
Eu odeio
Eu odeio...
Da mesa impecavelmente posta
Eu odeio que completem meu copo
Os garçons sempre a postos
Para abanar o primeiro peido que eu soltar
Estão ali só para mostrar
Que sou mais humano que outros humanos
Porque ali, estou pagando... Odeio!
Eu odeio quem se submete
quem se curva
Eu detesto ser servido
Eu detesto quem compra as pessoas
O dinheiro tem essa função...
Fazer das pessoas máquinas!
"Estou pagando! Dane-se se é desumano
Eu comprei. Eu comprei a existência daquele ser por 24 horas.
Eu paguei! É meu direito!"
Escravidão.
Eu odeio
Eu odeio a hipocrisia
Do uniforme, do motorista
Do banco traseiro, do carro blindado
Desse mundo caótico e desalmado
Eu odeio as convenções
todas elas pequeno-burguesas e podres
Os empregados só comem depois dos patrões
Os escravos só se alimentam depois dos senhores
Ao povo, as sobras
Eu odeio
Eu odeio...
11 de outubro de 2009
Alegria
Eu quero ter no meu quintal
Uma filial do filial
Onde eu tenha muitas garrafas
Só minhas de uísque bom
Onde não haja mais amarras
E onde sou amigo do garçom
Quero ter a companhia
Da mais sorridente amizade
Quero tomar todos os tragos
Que me curem dos estragos
Dessa vida tão sincera
Quero ter a alegria
De cigarros e Helenas
Da mais torpe fantasia
Da noite tão serena...
Um dia eu sei que consigo
Ter uma filial do filial
Aqui no meu quintal
Pra receber cada amigo
Com o sorriso sem igual
Que só a alegria nos coloca
No rosto, na alma, no corpo e no copo
E eu vou beber em alegria
Cada garrafa que esvazia
A dor e a agonia
No fim acaba por preencher
Nossa alma com mestria
E a mais pura emoção...
Uma filial do filial
Onde eu tenha muitas garrafas
Só minhas de uísque bom
Onde não haja mais amarras
E onde sou amigo do garçom
Quero ter a companhia
Da mais sorridente amizade
Quero tomar todos os tragos
Que me curem dos estragos
Dessa vida tão sincera
Quero ter a alegria
De cigarros e Helenas
Da mais torpe fantasia
Da noite tão serena...
Um dia eu sei que consigo
Ter uma filial do filial
Aqui no meu quintal
Pra receber cada amigo
Com o sorriso sem igual
Que só a alegria nos coloca
No rosto, na alma, no corpo e no copo
E eu vou beber em alegria
Cada garrafa que esvazia
A dor e a agonia
No fim acaba por preencher
Nossa alma com mestria
E a mais pura emoção...
4 de outubro de 2009
Pour ma jolie
Tortura, tormento
O coração sai pela boca
Eu ardo por dentro
Fraqueja a cabeça louca
Mão secas de incerteza
Seus olhos e pele
seu corpo e voz
são então, de repente
o estúpido algoz
E eu impotente
Você na minha frente
Entre nós, tantos nós
Destino ou acaso
Sonho, realidade
Fantasia, loucura
pouco importa
Já nem ligo
Me entrego
O desejo não segura
A paixão, a ansiedade
Quando penso na candura
Dá vontade da vontade
De lhe ter fazendo jura
De lhe ver mais à vontade
E dizer que cada agrura
Que vivi na eternidade
Dessa espera tão cruel
Tanto que valeu a pena
E me trouxe chão e céu...
O coração sai pela boca
Eu ardo por dentro
Fraqueja a cabeça louca
Mão secas de incerteza
Seus olhos e pele
seu corpo e voz
são então, de repente
o estúpido algoz
E eu impotente
Você na minha frente
Entre nós, tantos nós
Destino ou acaso
Sonho, realidade
Fantasia, loucura
pouco importa
Já nem ligo
Me entrego
O desejo não segura
A paixão, a ansiedade
Quando penso na candura
Dá vontade da vontade
De lhe ter fazendo jura
De lhe ver mais à vontade
E dizer que cada agrura
Que vivi na eternidade
Dessa espera tão cruel
Tanto que valeu a pena
E me trouxe chão e céu...
20 de setembro de 2009
Noite
Antes do copo vazio
Contorce a espinha
Remoe o o torpor
Antes do verso vadio
A noite caminha
Pra longe do amor
E então me entrego por pouco
Me rendo, sou louco
Insano, o que for
Tudo que tento não basta
A noite é tão vasta
O consolo é a dor
A vida por dentro se arrasta
O rosto se esconde
Adormeço em pavor
Eu tenho só a companhia
Da vida vazia,
do frio sem calor
Um dia arrebento espelhos
Me dobro em joelhos
Implorando sentir
Penso que é melhor se perder
Do que simplesmente
Não ter
Não ter aonde ir
Contorce a espinha
Remoe o o torpor
Antes do verso vadio
A noite caminha
Pra longe do amor
E então me entrego por pouco
Me rendo, sou louco
Insano, o que for
Tudo que tento não basta
A noite é tão vasta
O consolo é a dor
A vida por dentro se arrasta
O rosto se esconde
Adormeço em pavor
Eu tenho só a companhia
Da vida vazia,
do frio sem calor
Um dia arrebento espelhos
Me dobro em joelhos
Implorando sentir
Penso que é melhor se perder
Do que simplesmente
Não ter
Não ter aonde ir
30 de agosto de 2009
Súbito
De repente o relógio toca
De repente o sonho acaba
De repente estou na rua
De repente é meio dia
De repente a noite cai
De repente é quarta-feira
De repente é semana que vem
De repente passa o mês, passa o ano, passa a vida
De repente estou sozinho
A luz apaga
o pano cai
a cabeça dói
e tudo acaba. Acaba, ou nunca existiu.
De repente o sonho acaba
De repente estou na rua
De repente é meio dia
De repente a noite cai
De repente é quarta-feira
De repente é semana que vem
De repente passa o mês, passa o ano, passa a vida
De repente estou sozinho
A luz apaga
o pano cai
a cabeça dói
e tudo acaba. Acaba, ou nunca existiu.
18 de agosto de 2009
Melancia
Aquele sonho?
Ah! Aquele sonho se foi
esmoreceu, se apagou
E tantas noites!
Tantas noites de insônia
planejando por onde
me aproximar do tal sonho
e agarrá-lo com força
Eu a agarrei! Eu tive meu sonho
Num pesadelo medonho
Numa noite chuvosa de acaso,
com garrafas e roupas pelo chão
E numa ressaca amarga
palavras estúpidas
públicas e anônimas
descreveram o sublime
Tive meu sonho... Meu sonhozinho
Meu sonhozinho de corpo vermelho
Melancia!
Inútil. Fiquei só com cacos
Com migalhas de um sonho
Migalhas e torpores
Uma noite inesquecível
Que o dia seguinte apagou
Eu voltei de táxi
E meu sonho me esqueceu,
hoje sonha um outro sonho
Outro sonho que não eu
Outro sonho qualquer
que de sonho, como ela sonhava, nada tem
Talvez a faça mulher
Mas é tão mortal e não brilhante quanto eu...
Ah! Aquele sonho se foi
esmoreceu, se apagou
E tantas noites!
Tantas noites de insônia
planejando por onde
me aproximar do tal sonho
e agarrá-lo com força
Eu a agarrei! Eu tive meu sonho
Num pesadelo medonho
Numa noite chuvosa de acaso,
com garrafas e roupas pelo chão
E numa ressaca amarga
palavras estúpidas
públicas e anônimas
descreveram o sublime
Tive meu sonho... Meu sonhozinho
Meu sonhozinho de corpo vermelho
Melancia!
Inútil. Fiquei só com cacos
Com migalhas de um sonho
Migalhas e torpores
Uma noite inesquecível
Que o dia seguinte apagou
Eu voltei de táxi
E meu sonho me esqueceu,
hoje sonha um outro sonho
Outro sonho que não eu
Outro sonho qualquer
que de sonho, como ela sonhava, nada tem
Talvez a faça mulher
Mas é tão mortal e não brilhante quanto eu...
2 de agosto de 2009
Tempo
O tempo passa.
Lá fora a vida, fumaça...
Passa também, também passa.
As horas escorrem, e nem nos damos conta.
Na névoa densa que a alma cega
Envoltos pelo banal, pelo quotidiano
Somos crianças perdidas dos pais
Perdidas de nós mesmos
Não temos dempo! Não dá tempo.
Não há tempo, nunca há tempo!
Ainda tenho a companhia do vinho
Dos bêbados de sonhos ébrios
O tempo passa, e eu me agarro.
Cravo-lhe as unhas, desesperado.
Inútil. Ele passa e eu fico. Eu sempre fico...
Lá fora a vida, fumaça...
Passa também, também passa.
As horas escorrem, e nem nos damos conta.
Na névoa densa que a alma cega
Envoltos pelo banal, pelo quotidiano
Somos crianças perdidas dos pais
Perdidas de nós mesmos
Não temos dempo! Não dá tempo.
Não há tempo, nunca há tempo!
Ainda tenho a companhia do vinho
Dos bêbados de sonhos ébrios
O tempo passa, e eu me agarro.
Cravo-lhe as unhas, desesperado.
Inútil. Ele passa e eu fico. Eu sempre fico...
5 de julho de 2009
Incompatível
Eu tenho o seu retrato
Mas nem sei seu nome
O mundo é tão ingrato
Você vem e some
Eu tenho um coração
Que já nem sei se bate
Eu penso "porque não"
Você diz "já vai tarde"
Eu tenho ainda o copo
Já pela metade
Eu sempre me revolto
E você nunca sabe
Eu vejo o meu retrato
Mas nem sei meu nome
O mundo é muito ingrato
E a ânsia me consome
Eu tenho um corpo fraco
E não controlo a alma
Aí me sinto um caco
E você bate palma!
Mas nem sei seu nome
O mundo é tão ingrato
Você vem e some
Eu tenho um coração
Que já nem sei se bate
Eu penso "porque não"
Você diz "já vai tarde"
Eu tenho ainda o copo
Já pela metade
Eu sempre me revolto
E você nunca sabe
Eu vejo o meu retrato
Mas nem sei meu nome
O mundo é muito ingrato
E a ânsia me consome
Eu tenho um corpo fraco
E não controlo a alma
Aí me sinto um caco
E você bate palma!
28 de junho de 2009
Excesso
Quando o muito já não é suficiente
Tudo o que procuro é um pouco de paz
Para um corpo calejado, de alma já dormente
Cujo destino é amargo e pesado demais
O fardo da busca ou a arte do encontro
Sinto o destino brincando comigo
Sinto o acaso por descaso não pronto
Dizendo que sou eu meu único abrigo
Eu busco às vezes talvez me apoiar
Quem sabe dividir o que sinto no peito
Sem ter que pedir permissão pra chorar
Nem lamentar o futuro, que parece desfeito
Tudo o que procuro é um pouco de paz
Para um corpo calejado, de alma já dormente
Cujo destino é amargo e pesado demais
O fardo da busca ou a arte do encontro
Sinto o destino brincando comigo
Sinto o acaso por descaso não pronto
Dizendo que sou eu meu único abrigo
Eu busco às vezes talvez me apoiar
Quem sabe dividir o que sinto no peito
Sem ter que pedir permissão pra chorar
Nem lamentar o futuro, que parece desfeito
Protocolo
Durante a semana
o horário, o cartão
Sonho com a cama
Quando estou no ônibus
Sonho com o trânsito
Quando estou na cama
Durmo pouco
Penso muito
Produzo nada
Faço mil planos, passo calor
me sufoco com a gravata,
com a vontade da cachaça
E sem ter tempo pro amor
Mas quando chega sexta-feira
eu me livro do cinismo
varo a noite de bobeira
encho o copo, bebo o riso
Bebo toda a alegria
de vagar na noite fria
Sem algema nem grilhão,
E eu só dou satisfação
Ao meu próprio coração...
o horário, o cartão
Sonho com a cama
Quando estou no ônibus
Sonho com o trânsito
Quando estou na cama
Durmo pouco
Penso muito
Produzo nada
Faço mil planos, passo calor
me sufoco com a gravata,
com a vontade da cachaça
E sem ter tempo pro amor
Mas quando chega sexta-feira
eu me livro do cinismo
varo a noite de bobeira
encho o copo, bebo o riso
Bebo toda a alegria
de vagar na noite fria
Sem algema nem grilhão,
E eu só dou satisfação
Ao meu próprio coração...
29 de maio de 2009
A dona do meu coração
(Gustavo Santos e Gabriel Vinicius Moura)
A felicidade me deixa assim, tão à vontade
A felicidade é sempre nua, sem vergonha
Eu me escondo todo só pra ver você me achar
Tiro sua roupa, mudo tudo de lugar
Gosto do seu cheiro, e me entrego por inteiro
Gosto da sua voz cadenciada, apaixonada...
Não demora, agora não tem jeito, é você
Senhora da minha paixão
A dama que partiu em vão
E me jogou na solidão
16 de maio de 2009
Intoxicar
Eu quero me internar
numa clínica de intoxicação
Pra tomar café na veia
E fumar, beber cachaça
Com um copo em cada mão
É preciso alterar a consciência
É preciso dopar a realidade
E sentir o amargo da bilis
E maltratar o fígado
E sentir o âmago da ânsia
O corpo, quando vomita mostra que está vivo
que tem autonomia
que supera a mente fraca
Eu quero me internar
numa clínica de intoxicação
E me intoxicar
Me dopar de ilusão
numa clínica de intoxicação
Pra tomar café na veia
E fumar, beber cachaça
Com um copo em cada mão
É preciso alterar a consciência
É preciso dopar a realidade
E sentir o amargo da bilis
E maltratar o fígado
E sentir o âmago da ânsia
O corpo, quando vomita mostra que está vivo
que tem autonomia
que supera a mente fraca
Eu quero me internar
numa clínica de intoxicação
E me intoxicar
Me dopar de ilusão
3 de maio de 2009
Ah! Esse mundo...
O tempo às vezes pára
e as imagens se formam, turvas
Tomo um trago, arranho um violão
pra ver a vida se arrastar, em vão
Tem gente que é feliz com o óbvio
com o trivial. Com a conta bancária
com o carnaval
Tem gente que é feliz, já é feliz de antemão
eu não.
Eu vivo numa eterna quarta-feira de cinzas
com a ressaca da folia na cabeça
Com a desilusão do pano que subiu
E a certeza do incerto
do cheiro do desconhecido
e do peito descoberto,
sem me dar por vencido
Vagando sempre no mesmo deserto...
e as imagens se formam, turvas
Tomo um trago, arranho um violão
pra ver a vida se arrastar, em vão
Tem gente que é feliz com o óbvio
com o trivial. Com a conta bancária
com o carnaval
Tem gente que é feliz, já é feliz de antemão
eu não.
Eu vivo numa eterna quarta-feira de cinzas
com a ressaca da folia na cabeça
Com a desilusão do pano que subiu
E a certeza do incerto
do cheiro do desconhecido
e do peito descoberto,
sem me dar por vencido
Vagando sempre no mesmo deserto...
31 de março de 2009
A moça que assina "Tê"
Não conto nada
e nem preciso
em minha cara
esse sorriso
já denuncia
a alegria
em que eu vivo
a cada dia
A cada grito
Vida engraçada
eu mal entendo
pouco já basta
pra ter apego
A tal da felicidade
finda a mediocridade
que por fim sufoca a dor
Aí pra mim basta o amor...
E foi assim que aquele moço
descreveu o seu destino
convidou-a prum almoço
Foi pegando no seu braço
Fez da tarde um alvoroço
Fez de si bobo menino
Fez do almoço epopéia
Fez da moça desatino
Inventou mil versos doidos
P'ra beijar, insano afoito
Se perdeu em um abraço
Se encontrou em uma foto
Disse "adeus, um dia volto"
Mas não conseguiu partir
Ficou besta, perna bamba
sem saber pra onde ir
Ela disse "toca um samba!
Que é pra eu te destrair!
Vem comigo, moço lindo
E eu lhe ensino a ser feliz"
E aí ele jogou a vida toda para os céus. Agenda, compromissos, médico, trabalho, protocolo, documento, licença, tudo ao vento, tudo ao vento foi jogado, foi jogado por você, moça do olhar tão lindo, que m'escreve e assina "T."
E é por isso que vou indo, para encontrar você.
e nem preciso
em minha cara
esse sorriso
já denuncia
a alegria
em que eu vivo
a cada dia
A cada grito
Vida engraçada
eu mal entendo
pouco já basta
pra ter apego
A tal da felicidade
finda a mediocridade
que por fim sufoca a dor
Aí pra mim basta o amor...
E foi assim que aquele moço
descreveu o seu destino
convidou-a prum almoço
Foi pegando no seu braço
Fez da tarde um alvoroço
Fez de si bobo menino
Fez do almoço epopéia
Fez da moça desatino
Inventou mil versos doidos
P'ra beijar, insano afoito
Se perdeu em um abraço
Se encontrou em uma foto
Disse "adeus, um dia volto"
Mas não conseguiu partir
Ficou besta, perna bamba
sem saber pra onde ir
Ela disse "toca um samba!
Que é pra eu te destrair!
Vem comigo, moço lindo
E eu lhe ensino a ser feliz"
E aí ele jogou a vida toda para os céus. Agenda, compromissos, médico, trabalho, protocolo, documento, licença, tudo ao vento, tudo ao vento foi jogado, foi jogado por você, moça do olhar tão lindo, que m'escreve e assina "T."
E é por isso que vou indo, para encontrar você.
10 de março de 2009
Esperar
Espero
Perdido e mergulhado no silêncio e na ausência
Eu espero.
Esperar é uma arte, é uma provação
Eu espero e tenho parte do coração
Reservada
Com lugar marcado
Eu espero porque já tanto esperei
Eu espero porque o encanto, eu sei
O encanto daqueles olhos
Valem a espera
Quem dera! Quem dera!
Valem a pena
Que pena! Que pena!
Eu espero e mando cartas
Mando cartas para o céu
Porque um dia ele desce
Um dia ele dobra
Vai falar comigo
Vai ter amor de sobra
Perdido e mergulhado no silêncio e na ausência
Eu espero.
Esperar é uma arte, é uma provação
Eu espero e tenho parte do coração
Reservada
Com lugar marcado
Eu espero porque já tanto esperei
Eu espero porque o encanto, eu sei
O encanto daqueles olhos
Valem a espera
Quem dera! Quem dera!
Valem a pena
Que pena! Que pena!
Eu espero e mando cartas
Mando cartas para o céu
Porque um dia ele desce
Um dia ele dobra
Vai falar comigo
Vai ter amor de sobra
28 de fevereiro de 2009
EU
Prefiro.
A existência à essência
A matéria à alma
A realidade seca à fé cega
É questão de consciência
Pôr o mundo em tua palma
Te entregar ao que te nega
É assim a minha vida
Sem o medo ter por véu
Na loucura desmedida
Prazer, sou Gabriel.
A existência à essência
A matéria à alma
A realidade seca à fé cega
É questão de consciência
Pôr o mundo em tua palma
Te entregar ao que te nega
É assim a minha vida
Sem o medo ter por véu
Na loucura desmedida
Prazer, sou Gabriel.
16 de fevereiro de 2009
Paixão
É, paixão é isso...
É olhar e querer morder
(sem sequer saber por que)
É perder o sono, a fome, a sede
Perder a hora, o tempo, a alma
É sonhar acordado,
Ter no rosto estampado
Um sorriso sem razão
É a ansiedade de viver
Ter vontade de morrer,
de mergulhar na imensidão...
De olhar pro que não vê
E tentar pegar na mão
É não saber explicar
O que sente, o que crê
É sentir o palpitar
Do peito quente, à mercê
De um tal amar
De um tal surto de querer...
É achar que é cruel
o destino e o futuro
é gritar pelo papel
Escrevendo sobre o muro
É mandar cartas pro céu
É não poder controlar
Nem querer esquecer
E não saber explicar
Nem querer entender...
É olhar e querer morder
(sem sequer saber por que)
É perder o sono, a fome, a sede
Perder a hora, o tempo, a alma
É sonhar acordado,
Ter no rosto estampado
Um sorriso sem razão
É a ansiedade de viver
Ter vontade de morrer,
de mergulhar na imensidão...
De olhar pro que não vê
E tentar pegar na mão
É não saber explicar
O que sente, o que crê
É sentir o palpitar
Do peito quente, à mercê
De um tal amar
De um tal surto de querer...
É achar que é cruel
o destino e o futuro
é gritar pelo papel
Escrevendo sobre o muro
É mandar cartas pro céu
É não poder controlar
Nem querer esquecer
E não saber explicar
Nem querer entender...
13 de fevereiro de 2009
Menina Linda
Menina linda do olho azul da cor do mar
Saiba que ainda te deixo maluca de tanto amar
Menina linda do olho azul da cor do céu
Seja bem vinda que eu quero lhe ver levantar o véu
Menina linda, ê!
Menina linda, ô!
O samba é pra você
O samba é pro amor
Ainda é cedo, ê!
Ainda é cedo, ah!
O samba é pra você
O samba é pra amar
Menina linda, não vá sem dizer um pequeno adeus
De umas três horas, pra eu me prender nos cabelos teus
Menina linda!
Que mundo é esse?
Estamos sós,
que mundo é esse?
Menina ainda!
Lhe encontro nesse
mundo maluco
que mundo é esse?
Menina linda, vamos para a praia cair no mar
Pois nunca finda o meu desejo insano de te abraçar
Menina linda, ê!
Menina linda, ô!
Já vai amanhecer
Me abraça, por favor!
Ainda é cedo, ê!
Ainda é cedo, ah!
Já vai amanhecer
Mas hoje eu vou ficar!
Saiba que ainda te deixo maluca de tanto amar
Menina linda do olho azul da cor do céu
Seja bem vinda que eu quero lhe ver levantar o véu
Menina linda, ê!
Menina linda, ô!
O samba é pra você
O samba é pro amor
Ainda é cedo, ê!
Ainda é cedo, ah!
O samba é pra você
O samba é pra amar
Menina linda, não vá sem dizer um pequeno adeus
De umas três horas, pra eu me prender nos cabelos teus
Menina linda!
Que mundo é esse?
Estamos sós,
que mundo é esse?
Menina ainda!
Lhe encontro nesse
mundo maluco
que mundo é esse?
Menina linda, vamos para a praia cair no mar
Pois nunca finda o meu desejo insano de te abraçar
Menina linda, ê!
Menina linda, ô!
Já vai amanhecer
Me abraça, por favor!
Ainda é cedo, ê!
Ainda é cedo, ah!
Já vai amanhecer
Mas hoje eu vou ficar!
10 de fevereiro de 2009
Liberdade
Vi
Saí
Bebi
Fumei
Fui grosseiro
Falei palavrão
Falei mal de Deus
Fui legal com todo mundo
Expliquei com veemência
Que sou contra a essência
Que prefiro a matéria
Falei alto
Cantei
Bebi
Caí
Ri
Levantei
E voltei
Eu dormi
E sonhei
Tranqüilo,
sereno
livre
Em paz
Paz
Saí
Bebi
Fumei
Fui grosseiro
Falei palavrão
Falei mal de Deus
Fui legal com todo mundo
Expliquei com veemência
Que sou contra a essência
Que prefiro a matéria
Falei alto
Cantei
Bebi
Caí
Ri
Levantei
E voltei
Eu dormi
E sonhei
Tranqüilo,
sereno
livre
Em paz
Paz
24 de janeiro de 2009
Se Drummond me ouvisse
Eu quero lábios, e não dentes
Quero mãos, não quero punhos
Preciso de abraços, não de braços
"Sossegue, Carlos..."
Mais um copo!
De quê?
Consolo... Culpa!
Cansei de beber hipocrisia
(me ataca o estômago, sabe)
Eu devia ter ficado
Lá no meu mundinho
Porque tudo dá errado
Fora desse ninho
Versos já não bastam
É preciso sonhar, dizem...
Mas eu cansei de sonho
Eu quero a realidade
Realidade...
Quero mãos, não quero punhos
Preciso de abraços, não de braços
"Sossegue, Carlos..."
Mais um copo!
De quê?
Consolo... Culpa!
Cansei de beber hipocrisia
(me ataca o estômago, sabe)
Eu devia ter ficado
Lá no meu mundinho
Porque tudo dá errado
Fora desse ninho
Versos já não bastam
É preciso sonhar, dizem...
Mas eu cansei de sonho
Eu quero a realidade
Realidade...
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