27 de maio de 2007

Rita Lee na minha vida

Rita Lee na, vitrola
e agora tudo faz sentido
Por que agora eu me concentro,
e vivo tão em paz comigo!

Quanto tempo eu demorei
P´ra descobrir esse caminho!

Rita Lee na, vitrola
e nunca mais estou sozinho
Eu presto atenção em tudo,
consigo ir até o fim

O que precisar eu estudo
Me sinto tão feliz assim!

Ah! Rita... Li na, revista,
livros, jornais, filmes, papéis...
Agora não me perco mais
em pensamentos tão crueis

Rita Lee na, felicidade
Dá nova vida aos inquietos
agora estou tão à vontade...
Levando a vida em vento certo

Só hoje encontrei meu rumo,
porque se muito errei, assumo
Mas impulsão já não dá mais!

A Rita trouxe a minha paz
A Rita trouxe a minha paz

Viver sem Rita? Nunca mais!

20 de maio de 2007

Declaração de amor

Me deixa escrever um poema!?
E brincar com seus cabelos
Dizendo besteiras sem sentidos,
quero sussurar em seus ouvidos

Ah! Parece que você não existe
Aparece! Ando assim, tão triste...

Me deixa contar alguns segredos?
Todos inventados, só pra você!
Vou lhe dizer: tenho tantos medos...
E só você p´ra me proteger

Quanto do mundo cabe em um abraço?
Vamos brincar de ficar bem...
Vamos brincar de amor?! A gente faz de conta!
E quando perceber,
a gente nem sabe mais
onde termina a brincadeira
onde começam os sentimentos

Me contento com tão pouco,
Muita gente nem entende
Vamos inventar uma história?!
Segura na minha mão! Não solta...

Sabe, vou lhe ser sincero:
Ser o amor da sua vida eu não quero,
quero apenas
que você pense que eu sou

14 de maio de 2007

Diálogo

Tu disseste: és amargo
respondi que tanto faz,
paguei com indiferença
um preço alto por demais

Tu disseste que tens pena,
perguntei: pena de quê?
O meu pranto não compensa,
não te importa, é sem porquê.

Te olhei fundo nos olhos,
eu não pude me esconder
Meus desejos já se foram,
guarde-os todos p´ra você!

Te agarrei, marquei o braço
mas palavras me faltaram
Te soltaste, olhar cortante
Minhas pernas sucumbiram!
tuas pernas soçobraram...

Te entregaste,
E entreguei-me
Partimos
Talvez
P´ra sempre

Hoje eu digo: sou amargo,
e não há nada que posso fazer
O doce da vida, o sorriso largo
Foram todos com você...

6 de maio de 2007

No fim das contas

Ficaram só os entretantos,
entreatos, desencantos
entretidos pelos cantos
0 seu choro e os meus cantos

Ficamos sós na escuridão,
quarto frio, vida fria,
calafrio, eu já dizia
que isso é pura ilusão!

Fiquei besta e você burra
mesmo assim o tempo passa
sorrateiro, por pirraça
enquanto eu falo, você urra

Eu lhe olho e não me vejo
Você xinga, você grita
seu amor hoje me irrita
E eu não choro por um beijo

Ficamos só no deixa disso,
no não ouse, no esqueça
enfiando na cabeça
nosso ódio e nosso vício...

1 de maio de 2007

Comprando ilusões

Pôs seu terno bem cortado,
pouco vai adiantar.
O seu peito amargurado
amargurado vai ficar

Roupa cara pouco vale
se quiser sinceridade
Sentimentos não se compram!
Guarde a falsa vaidade

Pois seu jeito comportado
de quem vive a vida errada
Faz você sofrer calado,
pensar tanto e dizer nada

Viver assim não tem sentido,
não se chega a canto algum!
Vai ficar sempre perdido,
e condenado a ser mais um...