24 de outubro de 2008

Vida

A minha vida é uma eterna ressaca
Moral
É o copo pela metade,
É o calafrio medonho
carnal

É a frase que eu não devia ter dito
ou o adeus que não soube escutar
É o silêncio que abafa o meu grito
É meu peito que não tem mais lugar

A minha vida é uma eterna saudade
Da vontate que eu tinha de amar
É uma eterna busca por nada
em cada abraço que esqueci de dar

É o soco no vazio
é o abismo sem fim
é o exagero, é a fuga
é a lágrima que enxuga
a trêmula mão

é o pois é, é o senão
é o espinho na garganta
não adianta, não adianta

Minha vida é o rascunho
do destino mal feito
é a dor por testemunho
do estilhaço no peito

É errar, é vagar
É buscar esse sei lá o quê
que não está aqui
que não está lá
que não se toca, nem se vê
que não me toca, nem você