Sonhei que escrevia
Um estúpido poema
E a tal da poesia
retorcia um só dilema
despertava a agonia
Sonhei que era noite,
mas o sol também ardia
sonhei que os versos todos
Se encaixavam em harmonia
Sonhei com a mão quente
Que afagava - doce - a alma
Sonhei, talvez, com a gente
A minha vida, a sua palma
Sonhei um sonho doido
Que sabia a café
Acordei já bem afoito
Já perdia a minha fé
Sonhei, pois sonho sempre
E no sonho há meu conforto
Sonhei, e sigo em frente
Meu destino, é meio torto
Mas é meu, e será sempre.
31 de dezembro de 2015
21 de abril de 2015
Degustação
Degusto a vida.
sinto notas de saudade
Uma leve angústia amadeirada
E perfume de jasmim
um retrogosto amargo
um corpo dolorido
uma tristeza frutada
Um torpor quase amigo
Rodopio a alma na taça da vida
Já não degusto, bebo a goles largos
Quero embriagar-me
E ser consumido.
Perco-me em tons de baunilha e sofrimento
Mas o que me bate à boca
E ao nariz
É o gosto da felicidade pouca
Uma angústia infeliz
Podia ter sido. Mas não foi.
Chegou bem na beirada
Mas não foi.
Já não resta mais nada
E não foi... Não deu.
A culpa, sei lá
O sofrimento, ele é meu.
sinto notas de saudade
Uma leve angústia amadeirada
E perfume de jasmim
um retrogosto amargo
um corpo dolorido
uma tristeza frutada
Um torpor quase amigo
Rodopio a alma na taça da vida
Já não degusto, bebo a goles largos
Quero embriagar-me
E ser consumido.
Perco-me em tons de baunilha e sofrimento
Mas o que me bate à boca
E ao nariz
É o gosto da felicidade pouca
Uma angústia infeliz
Podia ter sido. Mas não foi.
Chegou bem na beirada
Mas não foi.
Já não resta mais nada
E não foi... Não deu.
A culpa, sei lá
O sofrimento, ele é meu.
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