Faça de conta que você se importa,
Ainda que não seja verdade
Finja que você se preocupa
Por mais que pareça mentira,
tem mentiras que confortam...
Que acalmam, acalentam.
Faça de conta que você se importa
Com o que eu sinto, com o que eu faço
Finja que sou importante
Ainda que eu seja um mero descompasso
Na sua vida tão errante
Na sua vida já tão torta
Faça de conta que sou importante
Finja que você se preocupa
Enquanto me deixa feliz um instante
Arranha minhas costas, morde minha nuca
Faça de conta que você é feliz.
Faça de conta que é feliz como sou
Porque quem sabe, um dia,
de tanto fazer de conta
como diz a poesia
Você se ponha tonta, mas tonta de alegria
E perceba que me ama
Alucinadamente
E desde o primeiro dia...
27 de fevereiro de 2012
22 de fevereiro de 2012
Versos sobre paixão
Mas é que não, sabe.
Pra mim é paixão...
É com isso que sonho
Bem sei, e como!
Que sou só um sonhador
Como outros tantos
incautos, desesperados
Entre lágrimas e cantos...
Mas é que... sabe...
A mim me choca
ouvir você dizer
Assim, como quem nada quer
Que paixão é fogo de palha
Que se vai com a primeira brisa
Que o que fica é amor,
mas um amor resignado
um amor que bate ponto
e não é nada apaixonado!
Não! Eu me recuso a acreditar!!
Não que não seja um doce amar
Mas o que importa ao coração
é sentir-se inebriado de paixão!
É querer perder o sono
É morrer, perder razão
Por um simples mero afago
Por um beijo, e por que não?
Eu me apego, não no morno
Não no simples, consciente
Eu me apego é no transtorno
De um peito impaciente
Que não é só um adorno
De um amor pouco exigente
O que eu quero é me perder
É tropeçar na ilusão,
Mas amar até arder
Pois o que arde, é paixão
E se não for para assim ser,
eu abro mão do coração
Eu não quero mais viver
Se não for pra ter paixão
Eu não vou nunca viver
Sem paixão, amando o nada
Eu não quero ter você
se não for apaixonada!
Pra mim é paixão...
É com isso que sonho
Bem sei, e como!
Que sou só um sonhador
Como outros tantos
incautos, desesperados
Entre lágrimas e cantos...
Mas é que... sabe...
A mim me choca
ouvir você dizer
Assim, como quem nada quer
Que paixão é fogo de palha
Que se vai com a primeira brisa
Que o que fica é amor,
mas um amor resignado
um amor que bate ponto
e não é nada apaixonado!
Não! Eu me recuso a acreditar!!
Não que não seja um doce amar
Mas o que importa ao coração
é sentir-se inebriado de paixão!
É querer perder o sono
É morrer, perder razão
Por um simples mero afago
Por um beijo, e por que não?
Eu me apego, não no morno
Não no simples, consciente
Eu me apego é no transtorno
De um peito impaciente
Que não é só um adorno
De um amor pouco exigente
O que eu quero é me perder
É tropeçar na ilusão,
Mas amar até arder
Pois o que arde, é paixão
E se não for para assim ser,
eu abro mão do coração
Eu não quero mais viver
Se não for pra ter paixão
Eu não vou nunca viver
Sem paixão, amando o nada
Eu não quero ter você
se não for apaixonada!
13 de fevereiro de 2012
Poema contorcido
O que acontece, meu amor, é que a carne é fraca.
E aí me vem esse incontrolável desejo
de enfiar o pé na jaca.
É estranho, e bem sei.
Mas o fato é que simplesmente não consigo
Me ater a esse prumo imaginário
De valores e idéias intangíveis
Desse mundo centrado no próprio umbigo.
Eu nasci para voar. Para errar. Para beber e vomitar
Eu nasci para a intensidade, ainda que utópica
Para o caos, para a perdição
Mas e aí? O que me resta?
O mesmo amargor e a mesma contrição
A mesma vida
Desmedida
Controlada e indigesta
É isso o que tenho.
É isso o que me resta.
E aí me vem esse incontrolável desejo
de enfiar o pé na jaca.
É estranho, e bem sei.
Mas o fato é que simplesmente não consigo
Me ater a esse prumo imaginário
De valores e idéias intangíveis
Desse mundo centrado no próprio umbigo.
Eu nasci para voar. Para errar. Para beber e vomitar
Eu nasci para a intensidade, ainda que utópica
Para o caos, para a perdição
Mas e aí? O que me resta?
O mesmo amargor e a mesma contrição
A mesma vida
Desmedida
Controlada e indigesta
É isso o que tenho.
É isso o que me resta.
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