Sonhei que escrevia
Um estúpido poema
E a tal da poesia
retorcia um só dilema
despertava a agonia
Sonhei que era noite,
mas o sol também ardia
sonhei que os versos todos
Se encaixavam em harmonia
Sonhei com a mão quente
Que afagava - doce - a alma
Sonhei, talvez, com a gente
A minha vida, a sua palma
Sonhei um sonho doido
Que sabia a café
Acordei já bem afoito
Já perdia a minha fé
Sonhei, pois sonho sempre
E no sonho há meu conforto
Sonhei, e sigo em frente
Meu destino, é meio torto
Mas é meu, e será sempre.
31 de dezembro de 2015
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