Ali, além do horizonte
Onde meus olhos procuram
o porquê dum sentimento confronte
que crepúsculos atenuam
Alí, então, se esconde
a resposta de tantas indagações
Estão lá detrás do monte
os mais lindos poemas e canções
O horizonte, porém, imaginário
é tão longe, e vil, e ordinário,
e faz questão de anunciar:
até na beleza podemos penar
Porém, tão perfeito ele é
que eu olho e só consigo duvidar
No fim das contas
Devo eu, tristonho
Simplesmente mais um sonho
Como tantos contemplar
e ver o sol beijar o mar...
19 de dezembro de 2007
12 de dezembro de 2007
Adeus
Eu vou partir,
se lhe fará feliz,
eu vou partir
Se você nunca quis
tudo o que sou
Se nunca lhe bastou
o meu amor
eu vou partir
eu vou partir
agora pede asssim
que eu vá embora
parece não saber
o quão cruel é ver
seus olhos me cortando
a qualquer hora
dessas
eu vou falar tudo que sinto, assim
às pressas
Dizer que deu pra mim, guarde pra ti
minhas promessas
Porque eu vou...
Sabe-se lá
se vou voltar
Porque a cada abraço que eu ganhar,
A vida cai um pouco e o meu penar
Aumenta, e feito um louco vou chorar
Porque é meu destino ser assim
Parece que meu meio não tem fim
E quando é dolorido pra sorrir
Mesmo sem saber pra onde ir
Eu sei que vou partir
Eu vou partir
Eu vou partir...
se lhe fará feliz,
eu vou partir
Se você nunca quis
tudo o que sou
Se nunca lhe bastou
o meu amor
eu vou partir
eu vou partir
agora pede asssim
que eu vá embora
parece não saber
o quão cruel é ver
seus olhos me cortando
a qualquer hora
dessas
eu vou falar tudo que sinto, assim
às pressas
Dizer que deu pra mim, guarde pra ti
minhas promessas
Porque eu vou...
Sabe-se lá
se vou voltar
Porque a cada abraço que eu ganhar,
A vida cai um pouco e o meu penar
Aumenta, e feito um louco vou chorar
Porque é meu destino ser assim
Parece que meu meio não tem fim
E quando é dolorido pra sorrir
Mesmo sem saber pra onde ir
Eu sei que vou partir
Eu vou partir
Eu vou partir...
19 de novembro de 2007
Fim de festa
É noite e o medo se revela,
rosto vermelho que se desespera
E a gente se encontra
Olhando para um piso sujo
Sentindo a própria alma
arder em vão
pra ver então
Você perder a calma
e a razão,
fechando a mão
e os olhos para a vida...
No medo o fraco se esconde
e o desespero mal disfarça a solidão
E a gente se dá conta,
Até o tormento é tão confuso
Sentindo a própria carne
sangrar em vão
pra ter então
aquilo que nos cabe:
só um quinhão
de solidão
nem toda dor é tão sofrida
rosto vermelho que se desespera
E a gente se encontra
Olhando para um piso sujo
Sentindo a própria alma
arder em vão
pra ver então
Você perder a calma
e a razão,
fechando a mão
e os olhos para a vida...
No medo o fraco se esconde
e o desespero mal disfarça a solidão
E a gente se dá conta,
Até o tormento é tão confuso
Sentindo a própria carne
sangrar em vão
pra ter então
aquilo que nos cabe:
só um quinhão
de solidão
nem toda dor é tão sofrida
8 de novembro de 2007
Aceita!
Diga sim, diz que sim
Porque assim você alegra um pobre coração
Diz que sim, vai por mim
Me aceite como única opção
Olhe bem, veja além, vai que alguém
um dia lhe resolva dizer não,
aí então você me dará razão
Diz que está tudo bem
Ou sou capaz de morrer de aflição
Diz que sim, o que é que tem?
Um dia você foi assim também
Meu bem...
Porque assim você alegra um pobre coração
Diz que sim, vai por mim
Me aceite como única opção
Olhe bem, veja além, vai que alguém
um dia lhe resolva dizer não,
aí então você me dará razão
Diz que está tudo bem
Ou sou capaz de morrer de aflição
Diz que sim, o que é que tem?
Um dia você foi assim também
Meu bem...
4 de novembro de 2007
Ay! Animes! (los versos índigenas)
Hoje eu cantei aquela música
P´ra lembrar da saudade,
da ingenuidade, da mocidade
P´ra lembrar das estrelas,
Dos olhos de mel,
do amor imprudente
Tentando tê-las,
tocando o céu
impunemente...
P´ra lembrar da corrida,
do cheiro do mato, do gosto da lágrima
Da lama, do mar e da cama
Do medo, do sol, do amor
Do sapato laceado, o sorriso sem graça
De ser desengonçado, e sofrer por pirraça
E o cheiro do passado
às vezes me visita
que é p´ra lembrar
Do teu olhar, da lua, da desdita...
Só se é feliz uma vez
E, é claro, não podemos perceber
É que a felicidade não teria a menor graça
Se soubéssemos que é ela a felicidade
justamente enquanto é felicidade...
O gosto do mel parece ser mais doce na memória
Mas aí... Os planos, o riso,
o amor indeciso
Foi tudo sufocado,
pelos braços do passado
Foi tudo sufocado...
P´ra lembrar da saudade,
da ingenuidade, da mocidade
P´ra lembrar das estrelas,
Dos olhos de mel,
do amor imprudente
Tentando tê-las,
tocando o céu
impunemente...
P´ra lembrar da corrida,
do cheiro do mato, do gosto da lágrima
Da lama, do mar e da cama
Do medo, do sol, do amor
Do sapato laceado, o sorriso sem graça
De ser desengonçado, e sofrer por pirraça
E o cheiro do passado
às vezes me visita
que é p´ra lembrar
Do teu olhar, da lua, da desdita...
Só se é feliz uma vez
E, é claro, não podemos perceber
É que a felicidade não teria a menor graça
Se soubéssemos que é ela a felicidade
justamente enquanto é felicidade...
O gosto do mel parece ser mais doce na memória
Mas aí... Os planos, o riso,
o amor indeciso
Foi tudo sufocado,
pelos braços do passado
Foi tudo sufocado...
25 de outubro de 2007
Remoendo a vida
Entre meus livros
e promessas não cumpridas
Remanesce uma ferida,
com resquício de amor
Pois era lindo
ver minh'alma a flutuar
pensando sempre haver lugar
sem espaço para a dor
E tudo muda,
vida mexe, o mundo roda
De repende me incomoda
Um grito seco e sem pudor
De um corpo insano
Que adoece a cada ato,
Ensaiando estupefato
Todo o ódio com louvor
E eis que surge
aqui dentro um sentimento,
um alarde, esse tormento
Seja lá o que isso for
Eu não me agüento,
e essa enorme escravidão,
que me puxa pela mão,
que deitou minha paixão
sem coragem de lutar
Então percebo
em meio à dor tão desvalida
Porque dói a a tal ferida:
Eu que espero mais da vida
do que ela pode dar
e promessas não cumpridas
Remanesce uma ferida,
com resquício de amor
Pois era lindo
ver minh'alma a flutuar
pensando sempre haver lugar
sem espaço para a dor
E tudo muda,
vida mexe, o mundo roda
De repende me incomoda
Um grito seco e sem pudor
De um corpo insano
Que adoece a cada ato,
Ensaiando estupefato
Todo o ódio com louvor
E eis que surge
aqui dentro um sentimento,
um alarde, esse tormento
Seja lá o que isso for
Eu não me agüento,
e essa enorme escravidão,
que me puxa pela mão,
que deitou minha paixão
sem coragem de lutar
Então percebo
em meio à dor tão desvalida
Porque dói a a tal ferida:
Eu que espero mais da vida
do que ela pode dar
21 de outubro de 2007
Poema da realidade
Acostuma-te à mediocridade,
que é tudo o que te espera
se não domas a ansiedade,
é óbvio que te desesperas
acostuma-te à vida errante!
Acostuma-te à pequenez
Pois o tempo leva cada instante,
deixando marcada a tua tez
acostuma-te a ser mais um
a ser ignóbil, incompetente
acostuma-te a tanto olhar
e pouco ver em tua frente
acostuma-te aos sorrisos falsos,
a uma vida de pouco sentido
equilibrando-se sobre cadafalsos,
fixando os olhos no teu umbigo
acostuma-te a esta dor,
pouco mais podes esperar
hoje sabes, até amor
finge-se ter, pode-se comprar
que é tudo o que te espera
se não domas a ansiedade,
é óbvio que te desesperas
acostuma-te à vida errante!
Acostuma-te à pequenez
Pois o tempo leva cada instante,
deixando marcada a tua tez
acostuma-te a ser mais um
a ser ignóbil, incompetente
acostuma-te a tanto olhar
e pouco ver em tua frente
acostuma-te aos sorrisos falsos,
a uma vida de pouco sentido
equilibrando-se sobre cadafalsos,
fixando os olhos no teu umbigo
acostuma-te a esta dor,
pouco mais podes esperar
hoje sabes, até amor
finge-se ter, pode-se comprar
9 de outubro de 2007
Réquiem
O sorriso é forçado,
é que não ando muito bem...
Não me entendo com o passado,
com o presente, com ninguém!
E não quero piedade,
nem esboçe compreenção!!
Guarde sua boa vontade
pra quem tem bom coração
Sabe, tem certas horas
que só nos basta a solidão
Mas e quando ela já não é suficiente?
Aí só o que resta é o desespero,
que corta fundo a carne,
e entorpece assim, por inteiro
Escrever, escrever
sem fazer sequer canção...
Vomitar palavras sem sentido,
rimas porcas, sem direção
cerrar os dentes, as portas, os ouvidos
Da alma, dos olhos e do coração...
é que não ando muito bem...
Não me entendo com o passado,
com o presente, com ninguém!
E não quero piedade,
nem esboçe compreenção!!
Guarde sua boa vontade
pra quem tem bom coração
Sabe, tem certas horas
que só nos basta a solidão
Mas e quando ela já não é suficiente?
Aí só o que resta é o desespero,
que corta fundo a carne,
e entorpece assim, por inteiro
Escrever, escrever
sem fazer sequer canção...
Vomitar palavras sem sentido,
rimas porcas, sem direção
cerrar os dentes, as portas, os ouvidos
Da alma, dos olhos e do coração...
3 de outubro de 2007
Trovador Solitário
Só foi feliz na infância
e quando a alegria à porta lhe batia,
engolia e tinha ânsia
Só foi feliz na infância
E deixou a poesia que tão doída escrevia
como única lembrança
Foi só, infeliz, infância
De todos os torpores
dos torpes desamores
só teve a dor em abundância
Foi só na agonia,
foi só no desamor,
no canto, quem diria
no palco, e no pavor
Foi só acompanhado,
foi só na multidão,
no sorriso amarelado,
foi amargo, e com razão
Só foi feliz na infância...
Porque a felicidade é isso:
chega sem pedir,
entra sem bater,
agarra sem licença, toca a alma,
toca a essência...
Depois se vai,
depois se morre,
qual paixão ingrata,
que o peito desacata,
e parte sem dizer o nome...
e quando a alegria à porta lhe batia,
engolia e tinha ânsia
Só foi feliz na infância
E deixou a poesia que tão doída escrevia
como única lembrança
Foi só, infeliz, infância
De todos os torpores
dos torpes desamores
só teve a dor em abundância
Foi só na agonia,
foi só no desamor,
no canto, quem diria
no palco, e no pavor
Foi só acompanhado,
foi só na multidão,
no sorriso amarelado,
foi amargo, e com razão
Só foi feliz na infância...
Porque a felicidade é isso:
chega sem pedir,
entra sem bater,
agarra sem licença, toca a alma,
toca a essência...
Depois se vai,
depois se morre,
qual paixão ingrata,
que o peito desacata,
e parte sem dizer o nome...
22 de setembro de 2007
Versos secos
O mar é salgado
A vida é amarga
A lágrima adoça
a dor que afaga
da felicidade
não quero a esmola
migalha de sonhos
a mim não consola
o nada ou o infinito
não quero o mediano
mas o peito, aflito
insiste no engano
da sua saudade
não quero perdão
não tenho vontate
e nem opção
da sinceridade
eu já me esqueci
a vida que acabe
pra mim, já morri...
A vida é amarga
A lágrima adoça
a dor que afaga
da felicidade
não quero a esmola
migalha de sonhos
a mim não consola
o nada ou o infinito
não quero o mediano
mas o peito, aflito
insiste no engano
da sua saudade
não quero perdão
não tenho vontate
e nem opção
da sinceridade
eu já me esqueci
a vida que acabe
pra mim, já morri...
12 de setembro de 2007
Escritório
Mundo moderno, minha gente!
chique mesmo é ser bem sucedido,
trabalhar em escritório...
Viver sem parecer arrependido
Sufocado dentro do terno que comprou à prestação
Sucesso...
Jogar pela janela os melhores anos da sua vida
Perder saúde, cabelos e amores
Para acumular, construir uma carreira!
Chegar aos 40 anos
Solitário,
doente
e milionário
Bem vindo ao mundo corporativo!
O mundo dos relacionamentos artificiais
Dos sentimentos artificiais
O mundo onde não existem amigos,
apenas colegas
Não existem pessoas interessantes nem pessoas chatas
existem potenciais clientes, investidores e parceiros
Não existe mais jogar conversa fora,
existe fazer "networking"...
Eu estou farto do mundo moderno!
Eu quero a poesia e a sinceridade
o tapa na cara da realidade,
quero a bermuda no lugar do terno
Estou farto desse peito de lata
do aperto de mão, singelo, educado
Quero rasgar a camisa, a gravata
Quero um abraço, forte e apertado
Cansei! Cansei e Cansei! É!
Vou viver de poesia então!
Porque pode não encher barriga
Mas enche o coração
chique mesmo é ser bem sucedido,
trabalhar em escritório...
Viver sem parecer arrependido
Sufocado dentro do terno que comprou à prestação
Sucesso...
Jogar pela janela os melhores anos da sua vida
Perder saúde, cabelos e amores
Para acumular, construir uma carreira!
Chegar aos 40 anos
Solitário,
doente
e milionário
Bem vindo ao mundo corporativo!
O mundo dos relacionamentos artificiais
Dos sentimentos artificiais
O mundo onde não existem amigos,
apenas colegas
Não existem pessoas interessantes nem pessoas chatas
existem potenciais clientes, investidores e parceiros
Não existe mais jogar conversa fora,
existe fazer "networking"...
Eu estou farto do mundo moderno!
Eu quero a poesia e a sinceridade
o tapa na cara da realidade,
quero a bermuda no lugar do terno
Estou farto desse peito de lata
do aperto de mão, singelo, educado
Quero rasgar a camisa, a gravata
Quero um abraço, forte e apertado
Cansei! Cansei e Cansei! É!
Vou viver de poesia então!
Porque pode não encher barriga
Mas enche o coração
26 de agosto de 2007
Por um fio
As vísceras se contorcem
Os minutos passam – pesarosos
E eu sinto a vida doer
Sinto um’angústia sem porquê.
A vida perfeita que dói...
Porque a alma é inquieta, não aceita
E o peito bate, mas se corrói
A mão pesada a esperança estreita
Estranho calafrio
Entranhas gemendo
Me sinto por um fio!
Por um fio que está cedendo
Vou tentar a sorte
Mas o azar é o que me espera
E ao meu lado,
Rostos cansados,
sorrisos desgastados,
amarelos e apagados
pela sombra do dia-a-dia
Melancolia
Calafrio
Que agonia!
Por um fio...
Olhar distante!
Por um fio
Destino errante!
Por um fio... Por um fio!
Por um fio
Por um fio...
Os minutos passam – pesarosos
E eu sinto a vida doer
Sinto um’angústia sem porquê.
A vida perfeita que dói...
Porque a alma é inquieta, não aceita
E o peito bate, mas se corrói
A mão pesada a esperança estreita
Estranho calafrio
Entranhas gemendo
Me sinto por um fio!
Por um fio que está cedendo
Vou tentar a sorte
Mas o azar é o que me espera
E ao meu lado,
Rostos cansados,
sorrisos desgastados,
amarelos e apagados
pela sombra do dia-a-dia
Melancolia
Calafrio
Que agonia!
Por um fio...
Olhar distante!
Por um fio
Destino errante!
Por um fio... Por um fio!
Por um fio
Por um fio...
12 de agosto de 2007
Pó(eira)
Ruas vazias e nuas as mãos
Cai essa noite, e traga o destino
Destino qualquer, destino e razão
Diga onde é que está o coração!
A noite que venha, que leve meu corpo!
E eu vou sucumbindo, entregando o que sinto
(o que sinto é tão pouco!)
ainda sou o mesmo que canta,que sonha, que chora
Esquinas passam e onde estou?
As mãos calejadas, na cara só vento
O que me sobrou daquele tormento?
E hoje o passado fresco é apagado
Estou soçobrando, não sei se me agüento...
Cai essa noite, e traga o destino
Destino qualquer, destino e razão
Diga onde é que está o coração!
A noite que venha, que leve meu corpo!
E eu vou sucumbindo, entregando o que sinto
(o que sinto é tão pouco!)
ainda sou o mesmo que canta,que sonha, que chora
Esquinas passam e onde estou?
As mãos calejadas, na cara só vento
O que me sobrou daquele tormento?
E hoje o passado fresco é apagado
Estou soçobrando, não sei se me agüento...
5 de agosto de 2007
Vai saber
Quer saber?
É o que você está vendo, eu não preciso dizer
Eu sei que não entendo, e nem quero entender
Parece que o tempo está brincando comigo
Agora eu sei que é tarde e assim não consigo
Vai dizer?
Pois diga o que quiser, não vê que eu esto sozinho?
De nada adiantou tentar seguir um bom caminho
Eu acho que nasci foi pra viver, mas sem viver
Foi pra errar, mas sei que errar é aprender... Vai saber!
Entendeu?
Problemas todos têm, então me deixe com os meus
Me sinto sendo um crente em um mundo de ateus
Eu estou tão perdido, mal sei como começar
É só mal entendido, ou não quero esse lugar?
E valeu?
Ter vindo até aqui acompanhando a solidão
Ter dito que assim não se encontra uma paixão
Pra quem não quer saber de entreter o coração
Pra quem só quer poder viver em paz, e com razão... Vai saber!
É o que você está vendo, eu não preciso dizer
Eu sei que não entendo, e nem quero entender
Parece que o tempo está brincando comigo
Agora eu sei que é tarde e assim não consigo
Vai dizer?
Pois diga o que quiser, não vê que eu esto sozinho?
De nada adiantou tentar seguir um bom caminho
Eu acho que nasci foi pra viver, mas sem viver
Foi pra errar, mas sei que errar é aprender... Vai saber!
Entendeu?
Problemas todos têm, então me deixe com os meus
Me sinto sendo um crente em um mundo de ateus
Eu estou tão perdido, mal sei como começar
É só mal entendido, ou não quero esse lugar?
E valeu?
Ter vindo até aqui acompanhando a solidão
Ter dito que assim não se encontra uma paixão
Pra quem não quer saber de entreter o coração
Pra quem só quer poder viver em paz, e com razão... Vai saber!
30 de julho de 2007
Inquietação Urbana
Olhares, olhares,
olhares não bastam!
Palavras aos poucos,
palavras se arrastam!
Eu quero gritar
Quem vai ouvir?
Vem me abraçar!
Hora de sentir...
Você, eu, nós...
O resto não importa!
Mas com é difícil
Viver o que sinto
Olhares, vontades,
olhares, desejos!
e a curiosidade
Como são seus beijos?
Desenhos em vão
Questões sem razão
Sentidos ausentes
Meu peito dormente!
Barulhos ao fundo
Suores, que mundo!
Minha alma na boca
Minha alma na boca!
Sua boca tão longe...
Meu peito na boca!
Seu peito tão longe...
Meu peito na boca!
Seu corpo, minh'alma
Minh'alma está louca!
Eu quero dizer
Mas nem sei seu nome!
Eu quero falar
Mas nem sei por onde!
Devo começar...
Um dia eu mando
Para os infernos
O mundo ao redor
Senhores e ternos
Lhe agarro e lhe encho
De beijos eternos...
olhares não bastam!
Palavras aos poucos,
palavras se arrastam!
Eu quero gritar
Quem vai ouvir?
Vem me abraçar!
Hora de sentir...
Você, eu, nós...
O resto não importa!
Mas com é difícil
Viver o que sinto
Olhares, vontades,
olhares, desejos!
e a curiosidade
Como são seus beijos?
Desenhos em vão
Questões sem razão
Sentidos ausentes
Meu peito dormente!
Barulhos ao fundo
Suores, que mundo!
Minha alma na boca
Minha alma na boca!
Sua boca tão longe...
Meu peito na boca!
Seu peito tão longe...
Meu peito na boca!
Seu corpo, minh'alma
Minh'alma está louca!
Eu quero dizer
Mas nem sei seu nome!
Eu quero falar
Mas nem sei por onde!
Devo começar...
Um dia eu mando
Para os infernos
O mundo ao redor
Senhores e ternos
Lhe agarro e lhe encho
De beijos eternos...
23 de julho de 2007
Horizonte
Além de lá...
Os meus olhos procuram
um sentimento bionte
Que crepúsculos atenuam
Alí, eu sei que se esconde
Poucas respostas, tantas indagações...
Estão logo ali, defronte
Os mais lindos poemas
As mais lindas canções
O horizonte, porém, imáginário
Faz questão de anunciar:
é distante, é vil, e ordinário
tal beleza não se pode alcançar
Um olhar, mais um olhar tristonho
Simplesmente outro sonho
cismou de contemplar...
Então lembro de um abraço sem jeito,
e de um beijo macio,
a mão, nervosa, perdida
sem saber onde pousar
E eu, ali
a ver o sol beijar o mar...
15 de julho de 2007
Esperança
Talvez brote
a esperança do sorriso,
e inunde o coração,
pondo trêmulas as pernas
quebrando o espelho de narciso
em mil cacos de paixão
E então poderemos
dar uma chance ao acaso,
ao que for inesperado,
ao vento nos cabelos,
os cabelos desgranhados,
ao abraço sem querer,
ao presente sem passado
E quando os corpos já não bastarem
a gente dá uma chance à alma
que o espírito cumpra a tarefa que a carne não foi capaz de cumprir!
Porque sentir está acima
bem acima de viver
e querer vai bem além
do que se pensa que se quer
quero momentos de insanidade
entre um gole e outro de café
o gosto amargo adocicado
rasgando a carne do quotidiano
Marcando nossas vidas,
talhando nossa estrada
em horário comercial,
mas sem hora marcada...
a esperança do sorriso,
e inunde o coração,
pondo trêmulas as pernas
quebrando o espelho de narciso
em mil cacos de paixão
E então poderemos
dar uma chance ao acaso,
ao que for inesperado,
ao vento nos cabelos,
os cabelos desgranhados,
ao abraço sem querer,
ao presente sem passado
E quando os corpos já não bastarem
a gente dá uma chance à alma
que o espírito cumpra a tarefa que a carne não foi capaz de cumprir!
Porque sentir está acima
bem acima de viver
e querer vai bem além
do que se pensa que se quer
quero momentos de insanidade
entre um gole e outro de café
o gosto amargo adocicado
rasgando a carne do quotidiano
Marcando nossas vidas,
talhando nossa estrada
em horário comercial,
mas sem hora marcada...
8 de julho de 2007
Vida em versos brancos
Fujo das rimas.
Sinto o tempo escorrer pelos meus dedos.
Os meses e os anos me atropelam.
Meu rosto já carrega as marcas da vida.
O espelho me mostra a vida ir pelo ralo.
Meus cabelos começam a fugir de mim,
abandonam meu corpo como parasita que abandona a carcaça
......................................................[daquele que o alimentou.
Cada dia é um passo em direção ao túmulo.
O tempo passa e o coração vai junto, por inércia.
Acumulando toda uma vida de cicatrizes e ilusões...
Eu hoje fujo das rimas. Tenho medo delas.
Me escondo atrás de versos livres.
O tempo me atira na cara a diária lembrança remota do passado.
Nostalgia melancólica...
O tempo escorre pelos meus dedos.
E eu não sei p'ra onde vou.
Porque amor e alegria fogem de mim,
mas o tempo não.
O tempo me marca, me atropela...
Escorre pelos meus dedos, verte minha vida pelo ralo.
Sinto o tempo escorrer pelos meus dedos.
Os meses e os anos me atropelam.
Meu rosto já carrega as marcas da vida.
O espelho me mostra a vida ir pelo ralo.
Meus cabelos começam a fugir de mim,
abandonam meu corpo como parasita que abandona a carcaça
......................................................[daquele que o alimentou.
Cada dia é um passo em direção ao túmulo.
O tempo passa e o coração vai junto, por inércia.
Acumulando toda uma vida de cicatrizes e ilusões...
Eu hoje fujo das rimas. Tenho medo delas.
Me escondo atrás de versos livres.
O tempo me atira na cara a diária lembrança remota do passado.
Nostalgia melancólica...
O tempo escorre pelos meus dedos.
E eu não sei p'ra onde vou.
Porque amor e alegria fogem de mim,
mas o tempo não.
O tempo me marca, me atropela...
Escorre pelos meus dedos, verte minha vida pelo ralo.
1 de julho de 2007
Samba para meu amor
Mas não venha me dizer
Se eu devo ou não gostar,
saiba que sou bem mulher
Pra sozinha me encontrar
Sei, bem sei como é a vida
Talvez mais do que você,
eu sou mais bem resolvida
do que pode parecer
De insônia já fui causa,
mas meu sono já perdi
E assim a vida segue,
assim sempre irá seguir
Lágrimas já não derramo,
mostro os dentes, dou os ombros
Se for pra amar eu amo,
mas meu peito é puro escombro
Só lhe peço, não me culpe
por aquilo que eu sinto
Pois o rio da vida esculpe
meu sorriso enquanto minto
Se eu devo ou não gostar,
saiba que sou bem mulher
Pra sozinha me encontrar
Sei, bem sei como é a vida
Talvez mais do que você,
eu sou mais bem resolvida
do que pode parecer
De insônia já fui causa,
mas meu sono já perdi
E assim a vida segue,
assim sempre irá seguir
Lágrimas já não derramo,
mostro os dentes, dou os ombros
Se for pra amar eu amo,
mas meu peito é puro escombro
Só lhe peço, não me culpe
por aquilo que eu sinto
Pois o rio da vida esculpe
meu sorriso enquanto minto
24 de junho de 2007
Etiqueta
Mandei às favas o bom senso!
Pros diabos a educação!
O que preciso é de um contra-senso,
pra pôr no lugar o meu coração...
Não existo, é bem verdade
Sou um resumo mal feito,
mescla do que fui e o que queria ser,
do que gostaria e do que posso fazer...
Algo falta em mim, o tal elo perdido?
Que ligue minha vida à minha história,
que nos confins da torpe memória
encontre esboço de felicidade
(é verdade...)
Faz sentido...
Eu não existo assim,
eu não caibo em mim
Eu sou o meio que não tem fim,
sou seu receio, seu orgulho
Eu sou o não que cala seu sim,
eu sou a flor que lhe brotou do entulho
Ensaio para o teatro da vida.
Mas quando me apresento, não há platéia
O palco me engole, tropeço,
as cortinas não se abrem,
e ao final, ouço os aplausos
Sabendo que não são pra mim...
Pros diabos a educação!
O que preciso é de um contra-senso,
pra pôr no lugar o meu coração...
Não existo, é bem verdade
Sou um resumo mal feito,
mescla do que fui e o que queria ser,
do que gostaria e do que posso fazer...
Algo falta em mim, o tal elo perdido?
Que ligue minha vida à minha história,
que nos confins da torpe memória
encontre esboço de felicidade
(é verdade...)
Faz sentido...
Eu não existo assim,
eu não caibo em mim
Eu sou o meio que não tem fim,
sou seu receio, seu orgulho
Eu sou o não que cala seu sim,
eu sou a flor que lhe brotou do entulho
Ensaio para o teatro da vida.
Mas quando me apresento, não há platéia
O palco me engole, tropeço,
as cortinas não se abrem,
e ao final, ouço os aplausos
Sabendo que não são pra mim...
16 de junho de 2007
Amor de traição (apenas uma canção)
Qual era o gosto daquela covardia?
E o seu rosto, o que ele escondia?
o meu desgosto, ou a sua picardia?
Qual é o preço? Diz, hoje quem paga?
Se eu que padeço, sem ter feito nada!
Mulher adereço! Estereotipada!
Qual o motivo? Diz, qual é a razão?
Hoje o que eu vivo é amor de traição
O seu perigo foi não ter coração...
A coroa de louros, qual cabeça coroou?
E no outro dia, quem primeiro corou?
A cicatriz, em qual peito ficou?
Então me diz se foi você quem chorou
E fez-se de tudo mais um fato normal
Vocês até riram, acharam aquilo banal
Ser sem sentimento, mulher superficial!
Ser sem sentimento, mulher superficial!
E o seu rosto, o que ele escondia?
o meu desgosto, ou a sua picardia?
Qual é o preço? Diz, hoje quem paga?
Se eu que padeço, sem ter feito nada!
Mulher adereço! Estereotipada!
Qual o motivo? Diz, qual é a razão?
Hoje o que eu vivo é amor de traição
O seu perigo foi não ter coração...
A coroa de louros, qual cabeça coroou?
E no outro dia, quem primeiro corou?
A cicatriz, em qual peito ficou?
Então me diz se foi você quem chorou
E fez-se de tudo mais um fato normal
Vocês até riram, acharam aquilo banal
Ser sem sentimento, mulher superficial!
Ser sem sentimento, mulher superficial!
9 de junho de 2007
Quando a gente dobra
Sabe...
Quando a gente duvida
e aí sente a ferida
que fora dormente tornar-se doída?
Sabe?
Quando não há mais o que sentir
e nem mais tempo p'ra mentir
Quando tudo é solidão
E um tal tormento é escravidão
Sabe?
Quando a gente engole o choro
e a dor ausente é um consolo
Quando a gente se retrai
e deprimente se distrai
Esqueçe a vida e até o amor...
Sabe?
Quando a palavra não basta
E um olhar nos desmente
Quando o tempo se arrasta
E o peito é dormente...
Sabe?
Quando a alma se descontrola
E desmorona-se por dentro,
quando tudo que havia outrora
Torna-se pó e sofrimento...
Sabe?
Quando o grito não sai
E a liberdade é utopia
Quando a gente dobra e cai
Quando a vida fica vazia...
Sabe?
Quando não há mais verdades,
e a mentira não sacia
quando se perde a vontade,
na dor do tal dia-a-dia...
Sabe? É assim que me sinto.
Quando a gente duvida
e aí sente a ferida
que fora dormente tornar-se doída?
Sabe?
Quando não há mais o que sentir
e nem mais tempo p'ra mentir
Quando tudo é solidão
E um tal tormento é escravidão
Sabe?
Quando a gente engole o choro
e a dor ausente é um consolo
Quando a gente se retrai
e deprimente se distrai
Esqueçe a vida e até o amor...
Sabe?
Quando a palavra não basta
E um olhar nos desmente
Quando o tempo se arrasta
E o peito é dormente...
Sabe?
Quando a alma se descontrola
E desmorona-se por dentro,
quando tudo que havia outrora
Torna-se pó e sofrimento...
Sabe?
Quando o grito não sai
E a liberdade é utopia
Quando a gente dobra e cai
Quando a vida fica vazia...
Sabe?
Quando não há mais verdades,
e a mentira não sacia
quando se perde a vontade,
na dor do tal dia-a-dia...
Sabe? É assim que me sinto.
2 de junho de 2007
Reversos
Com quantas cores
você pintou
os dessabores
do desamor?
Com quantas dores
você dormiu?
e quantos sonhos
que não sonhou?
Quais as palavras
que eu escolho
pra te contar:
não tenho escolha,
vou me entregar!
Quais são os cantos?
Quais são os becos?
Ruas escuras
por onde juras
não mais chorar?
Quais são as mãos
que se tocaram?
E qual perdão
que sufocaram?
Quais são os passos
Quais os abraços
Que os desejos se furtaram a mostrar
(então despejo sobre a dor o meu penar)
Quais são os gestos
Quais são os corpos
Que não toquei,
que não senti
Quais são os restos?
de apelos mortos
por onde andei?
Por que menti?
Quais as verdades
que você tem?
Tantas vontades
de ir além...
Quais vaidades
sobram a quem
por piedade
tão pouco tem?
Diz quais palavras
Que eu escolho
Pra te contar:
não tenho escolha!?
Diz quais palavras
Que eu escolho
Pra te contar:
não tenho escolha...
você pintou
os dessabores
do desamor?
Com quantas dores
você dormiu?
e quantos sonhos
que não sonhou?
Quais as palavras
que eu escolho
pra te contar:
não tenho escolha,
vou me entregar!
Quais são os cantos?
Quais são os becos?
Ruas escuras
por onde juras
não mais chorar?
Quais são as mãos
que se tocaram?
E qual perdão
que sufocaram?
Quais são os passos
Quais os abraços
Que os desejos se furtaram a mostrar
(então despejo sobre a dor o meu penar)
Quais são os gestos
Quais são os corpos
Que não toquei,
que não senti
Quais são os restos?
de apelos mortos
por onde andei?
Por que menti?
Quais as verdades
que você tem?
Tantas vontades
de ir além...
Quais vaidades
sobram a quem
por piedade
tão pouco tem?
Diz quais palavras
Que eu escolho
Pra te contar:
não tenho escolha!?
Diz quais palavras
Que eu escolho
Pra te contar:
não tenho escolha...
27 de maio de 2007
Rita Lee na minha vida
Rita Lee na, vitrola
e agora tudo faz sentido
Por que agora eu me concentro,
e vivo tão em paz comigo!
Quanto tempo eu demorei
P´ra descobrir esse caminho!
Rita Lee na, vitrola
e nunca mais estou sozinho
Eu presto atenção em tudo,
consigo ir até o fim
O que precisar eu estudo
Me sinto tão feliz assim!
Ah! Rita... Li na, revista,
livros, jornais, filmes, papéis...
Agora não me perco mais
em pensamentos tão crueis
Rita Lee na, felicidade
Dá nova vida aos inquietos
agora estou tão à vontade...
Levando a vida em vento certo
Só hoje encontrei meu rumo,
porque se muito errei, assumo
Mas impulsão já não dá mais!
A Rita trouxe a minha paz
A Rita trouxe a minha paz
Viver sem Rita? Nunca mais!
e agora tudo faz sentido
Por que agora eu me concentro,
e vivo tão em paz comigo!
Quanto tempo eu demorei
P´ra descobrir esse caminho!
Rita Lee na, vitrola
e nunca mais estou sozinho
Eu presto atenção em tudo,
consigo ir até o fim
O que precisar eu estudo
Me sinto tão feliz assim!
Ah! Rita... Li na, revista,
livros, jornais, filmes, papéis...
Agora não me perco mais
em pensamentos tão crueis
Rita Lee na, felicidade
Dá nova vida aos inquietos
agora estou tão à vontade...
Levando a vida em vento certo
Só hoje encontrei meu rumo,
porque se muito errei, assumo
Mas impulsão já não dá mais!
A Rita trouxe a minha paz
A Rita trouxe a minha paz
Viver sem Rita? Nunca mais!
20 de maio de 2007
Declaração de amor
Me deixa escrever um poema!?
E brincar com seus cabelos
Dizendo besteiras sem sentidos,
quero sussurar em seus ouvidos
Ah! Parece que você não existe
Aparece! Ando assim, tão triste...
Me deixa contar alguns segredos?
Todos inventados, só pra você!
Vou lhe dizer: tenho tantos medos...
E só você p´ra me proteger
Quanto do mundo cabe em um abraço?
Vamos brincar de ficar bem...
Vamos brincar de amor?! A gente faz de conta!
E quando perceber,
a gente nem sabe mais
onde termina a brincadeira
onde começam os sentimentos
Me contento com tão pouco,
Muita gente nem entende
Vamos inventar uma história?!
Segura na minha mão! Não solta...
Sabe, vou lhe ser sincero:
Ser o amor da sua vida eu não quero,
quero apenas
que você pense que eu sou
E brincar com seus cabelos
Dizendo besteiras sem sentidos,
quero sussurar em seus ouvidos
Ah! Parece que você não existe
Aparece! Ando assim, tão triste...
Me deixa contar alguns segredos?
Todos inventados, só pra você!
Vou lhe dizer: tenho tantos medos...
E só você p´ra me proteger
Quanto do mundo cabe em um abraço?
Vamos brincar de ficar bem...
Vamos brincar de amor?! A gente faz de conta!
E quando perceber,
a gente nem sabe mais
onde termina a brincadeira
onde começam os sentimentos
Me contento com tão pouco,
Muita gente nem entende
Vamos inventar uma história?!
Segura na minha mão! Não solta...
Sabe, vou lhe ser sincero:
Ser o amor da sua vida eu não quero,
quero apenas
que você pense que eu sou
14 de maio de 2007
Diálogo
Tu disseste: és amargo
respondi que tanto faz,
paguei com indiferença
um preço alto por demais
Tu disseste que tens pena,
perguntei: pena de quê?
O meu pranto não compensa,
não te importa, é sem porquê.
Te olhei fundo nos olhos,
eu não pude me esconder
Meus desejos já se foram,
guarde-os todos p´ra você!
Te agarrei, marquei o braço
mas palavras me faltaram
Te soltaste, olhar cortante
Minhas pernas sucumbiram!
tuas pernas soçobraram...
Te entregaste,
E entreguei-me
Partimos
Talvez
P´ra sempre
Hoje eu digo: sou amargo,
e não há nada que posso fazer
O doce da vida, o sorriso largo
Foram todos com você...
respondi que tanto faz,
paguei com indiferença
um preço alto por demais
Tu disseste que tens pena,
perguntei: pena de quê?
O meu pranto não compensa,
não te importa, é sem porquê.
Te olhei fundo nos olhos,
eu não pude me esconder
Meus desejos já se foram,
guarde-os todos p´ra você!
Te agarrei, marquei o braço
mas palavras me faltaram
Te soltaste, olhar cortante
Minhas pernas sucumbiram!
tuas pernas soçobraram...
Te entregaste,
E entreguei-me
Partimos
Talvez
P´ra sempre
Hoje eu digo: sou amargo,
e não há nada que posso fazer
O doce da vida, o sorriso largo
Foram todos com você...
6 de maio de 2007
No fim das contas
Ficaram só os entretantos,
entreatos, desencantos
entretidos pelos cantos
0 seu choro e os meus cantos
Ficamos sós na escuridão,
quarto frio, vida fria,
calafrio, eu já dizia
que isso é pura ilusão!
Fiquei besta e você burra
mesmo assim o tempo passa
sorrateiro, por pirraça
enquanto eu falo, você urra
Eu lhe olho e não me vejo
Você xinga, você grita
seu amor hoje me irrita
E eu não choro por um beijo
Ficamos só no deixa disso,
no não ouse, no esqueça
enfiando na cabeça
nosso ódio e nosso vício...
entreatos, desencantos
entretidos pelos cantos
0 seu choro e os meus cantos
Ficamos sós na escuridão,
quarto frio, vida fria,
calafrio, eu já dizia
que isso é pura ilusão!
Fiquei besta e você burra
mesmo assim o tempo passa
sorrateiro, por pirraça
enquanto eu falo, você urra
Eu lhe olho e não me vejo
Você xinga, você grita
seu amor hoje me irrita
E eu não choro por um beijo
Ficamos só no deixa disso,
no não ouse, no esqueça
enfiando na cabeça
nosso ódio e nosso vício...
1 de maio de 2007
Comprando ilusões
Pôs seu terno bem cortado,
pouco vai adiantar.
O seu peito amargurado
amargurado vai ficar
Roupa cara pouco vale
se quiser sinceridade
Sentimentos não se compram!
Guarde a falsa vaidade
Pois seu jeito comportado
de quem vive a vida errada
Faz você sofrer calado,
pensar tanto e dizer nada
Viver assim não tem sentido,
não se chega a canto algum!
Vai ficar sempre perdido,
e condenado a ser mais um...
pouco vai adiantar.
O seu peito amargurado
amargurado vai ficar
Roupa cara pouco vale
se quiser sinceridade
Sentimentos não se compram!
Guarde a falsa vaidade
Pois seu jeito comportado
de quem vive a vida errada
Faz você sofrer calado,
pensar tanto e dizer nada
Viver assim não tem sentido,
não se chega a canto algum!
Vai ficar sempre perdido,
e condenado a ser mais um...
21 de abril de 2007
Reencontro
Noite. Pessoas apressadas
Conversa alta na calçada
Ela chegou...
Alguns copos e algumas verdades depois,
e eu estava ali
Prostrado
Encarando meu passado,
e vomitando um sentimento
há tanto tempo sufocado
Eu não pude voltar no tempo,
mas eu pude falar.
Fiz a pergunta que mais me engasgava: por quê?
-sem resposta...
Demorou anos, mas eu olhei nos olhos do algoz
E agora, o que somos nós?
Nada...
Só vidas que seguem
cada qual o seu caminho.
E depois do último copo,
um adeus meio pesado,
um abraço sem amor,
me despedi do meu passado!
Mas não da minha dor...
Conversa alta na calçada
Ela chegou...
Alguns copos e algumas verdades depois,
e eu estava ali
Prostrado
Encarando meu passado,
e vomitando um sentimento
há tanto tempo sufocado
Eu não pude voltar no tempo,
mas eu pude falar.
Fiz a pergunta que mais me engasgava: por quê?
-sem resposta...
Demorou anos, mas eu olhei nos olhos do algoz
E agora, o que somos nós?
Nada...
Só vidas que seguem
cada qual o seu caminho.
E depois do último copo,
um adeus meio pesado,
um abraço sem amor,
me despedi do meu passado!
Mas não da minha dor...
15 de abril de 2007
Relembrando os dentes
Ela é um pássaro,
quando deita no seu ninho,
encantadora, simples e delicada!
Ela é um pássaro!
Um passarinhozinho
Que quando vejo, sinto: não sou nada...
Ela? É um passaro,
já vôou em meu caminho,
mas preferiu voar por outra estrada
Ela...É um pássaro...
que me deixou sozinho,
e fugiu, a desalmada!
Ela sabia que sua beleza era sua liberdade,
que sem poder voar jamais seria assim tão linda,
achou por bem sumir, fugiu de mim, que crueldade!
fugiu daquele amor que tanto tenho aqui ainda
Ela nunca entendeu nada, isso é verdade!
Pensou que eu queria trancá-la na gaiola,
que meu desejo era pô-la atrás da grade
Hoje quando lembro é só a lágrima que rola...
Nunca quis trancafiá-la!!
Queria era poder
Voar junto com ela...
quando deita no seu ninho,
encantadora, simples e delicada!
Ela é um pássaro!
Um passarinhozinho
Que quando vejo, sinto: não sou nada...
Ela? É um passaro,
já vôou em meu caminho,
mas preferiu voar por outra estrada
Ela...É um pássaro...
que me deixou sozinho,
e fugiu, a desalmada!
Ela sabia que sua beleza era sua liberdade,
que sem poder voar jamais seria assim tão linda,
achou por bem sumir, fugiu de mim, que crueldade!
fugiu daquele amor que tanto tenho aqui ainda
Ela nunca entendeu nada, isso é verdade!
Pensou que eu queria trancá-la na gaiola,
que meu desejo era pô-la atrás da grade
Hoje quando lembro é só a lágrima que rola...
Nunca quis trancafiá-la!!
Queria era poder
Voar junto com ela...
6 de abril de 2007
Versos em confissão
Você pode até achar
que sou romântico, poético
e tenho o cântico profético do amor
Mas no fundo sou apenas
um bêbado amargurado
preso a grilhões que eu mesmo criei,
acorrentado a um passado
sem razão e sem porquê
sou caquético, sou patético
sou forçado, sou vergonha de mim!
Um ébrio mal amado,
pândego, amargurado...
Que tem a dor por abrigo da própria covardia!
E se não caibo mais em mim,
não é pela grandeza de minha alma,
mas pela pequenez do meu ser
Sou o avesso, não me conheço,
sou a desgraça de quem me conhecer
Minha dor tem nome e endereço,
É meu peito, é o o meu viver...
Eu sou tão falso, e finjo tanto
que de tão falso que é meu encanto,
nem a mim mesmo consegue convencer...
que sou romântico, poético
e tenho o cântico profético do amor
Mas no fundo sou apenas
um bêbado amargurado
preso a grilhões que eu mesmo criei,
acorrentado a um passado
sem razão e sem porquê
sou caquético, sou patético
sou forçado, sou vergonha de mim!
Um ébrio mal amado,
pândego, amargurado...
Que tem a dor por abrigo da própria covardia!
E se não caibo mais em mim,
não é pela grandeza de minha alma,
mas pela pequenez do meu ser
Sou o avesso, não me conheço,
sou a desgraça de quem me conhecer
Minha dor tem nome e endereço,
É meu peito, é o o meu viver...
Eu sou tão falso, e finjo tanto
que de tão falso que é meu encanto,
nem a mim mesmo consegue convencer...
1 de abril de 2007
Solidão
Só as palavras hoje fazem companhia
O corpo entende que já não há mais vontade
A boca seca, os lábios gemem de agonia
E um coração que bate só por vaidade
A noite é longa, tão mais longa que o dia
E meus sonhos já não têm sinceridade
O tempo passa, agora veja, quem diria...
Olho pro céu e mal consigo ter saudade
O corpo entende que já não há mais vontade
A boca seca, os lábios gemem de agonia
E um coração que bate só por vaidade
A noite é longa, tão mais longa que o dia
E meus sonhos já não têm sinceridade
O tempo passa, agora veja, quem diria...
Olho pro céu e mal consigo ter saudade
24 de março de 2007
Auto Retrato
É...Tanto tenho e nada tenho!
Deus! Por que imploro se não creio?
O que me falta então?
O que me falta eu não sei... Mas essa angústia...
Me deixa tão estranho!
Quase me afogo mas cruzo, a nado
O oceano sem fim que me separa do que sonhei
E então, logo que chego ao outro lado
Eu percebo que é nada tudo o que encontrei
Choro quieto, doido, inconformado
Não quero nadar! Quero morrer afogado...
Deus! Por que imploro se não creio?
O que me falta então?
O que me falta eu não sei... Mas essa angústia...
Me deixa tão estranho!
Quase me afogo mas cruzo, a nado
O oceano sem fim que me separa do que sonhei
E então, logo que chego ao outro lado
Eu percebo que é nada tudo o que encontrei
Choro quieto, doido, inconformado
Não quero nadar! Quero morrer afogado...
17 de março de 2007
O fim
As portas e os dentes cerrados
É só uma janela...
Suor no peito, o peito de lado,
faz tempo que ele não é mais dela
Almas e armas,
qual é o jogo?
Cacos e restos,
destino roto
E o futuro, que fizeram dele?
Vou jogar, vou jogar...
Vou jogar pela janela!
Quem deu as cartas?
Quem pode escolher?
Pula...Pulo...Pulso!
Pulso... Punhos cerrados,
olhar vermelho - dormente
cortes, no espelho - é quente!
É sangue!
ou são lágrimas?
Corre... Corre... Voa!
Respira, olha. Voa! Voa!
Vento...Gelado! Vento gelado!
Sorriso? Sorriso! Alegria de criança!
Lembra quando viajou de avião?
Lembra da mãe...Carinho! Sorriso!
Sorriso, o caos se reaproxima...
Olhos fechados...
Voa! Voa!
Baque.
Barreira.
Negro chão ficou vermelho,
como aquele sonho,
como aquele corte,
como aquele olhar
no espelho,
vermelho, vermelho...
É só uma janela...
Suor no peito, o peito de lado,
faz tempo que ele não é mais dela
Almas e armas,
qual é o jogo?
Cacos e restos,
destino roto
E o futuro, que fizeram dele?
Vou jogar, vou jogar...
Vou jogar pela janela!
Quem deu as cartas?
Quem pode escolher?
Pula...Pulo...Pulso!
Pulso... Punhos cerrados,
olhar vermelho - dormente
cortes, no espelho - é quente!
É sangue!
ou são lágrimas?
Corre... Corre... Voa!
Respira, olha. Voa! Voa!
Vento...Gelado! Vento gelado!
Sorriso? Sorriso! Alegria de criança!
Lembra quando viajou de avião?
Lembra da mãe...Carinho! Sorriso!
Sorriso, o caos se reaproxima...
Olhos fechados...
Voa! Voa!
Baque.
Barreira.
Negro chão ficou vermelho,
como aquele sonho,
como aquele corte,
como aquele olhar
no espelho,
vermelho, vermelho...
10 de março de 2007
Olhar cruzado
Minha alma por seu olhar tocada,
ferve, e quase me põe louco
Mas parece que é abençoada.
Então eu sinto de tudo um pouco,
e ao mesmo tempo não sinto nada
Mas é tarde, vai raiar o dia
Não preciso mais beber
Seu sorriso já me inebria
o suficiente pra me perder
O problema é que seu olhar distante
não fita assim, os olhos meus
O seu sorriso quase triunfante
É pra outro que não sou eu
Então eu finjo que não me importo,
como se aquilo não me afetasse.
Mas no fundo já não suporto
o desdém amargo em sua face
ferve, e quase me põe louco
Mas parece que é abençoada.
Então eu sinto de tudo um pouco,
e ao mesmo tempo não sinto nada
Mas é tarde, vai raiar o dia
Não preciso mais beber
Seu sorriso já me inebria
o suficiente pra me perder
O problema é que seu olhar distante
não fita assim, os olhos meus
O seu sorriso quase triunfante
É pra outro que não sou eu
Então eu finjo que não me importo,
como se aquilo não me afetasse.
Mas no fundo já não suporto
o desdém amargo em sua face
3 de março de 2007
Versos ao espelho
Nada de perfeição.
Sou carne, osso e impulsão
Dividido entre a vontade e a saudade
Procuro abrigo em falsas mentiras
Que a minha inexperiência contou
Se seu nome ainda me choca,
que dirá sua voz...
Meu lugar é aqui, é nessa vida errante
fingindo ser muralha
(que desmorona a cada instante)
Céus! Céus! Aquele desenho...
Inútil pensar onde foi que erramos
A resposta virá soprada no vento
Trazida com calma, ao longo dos anos...
Sou carne, osso e impulsão
Dividido entre a vontade e a saudade
Procuro abrigo em falsas mentiras
Que a minha inexperiência contou
Se seu nome ainda me choca,
que dirá sua voz...
Meu lugar é aqui, é nessa vida errante
fingindo ser muralha
(que desmorona a cada instante)
Céus! Céus! Aquele desenho...
Inútil pensar onde foi que erramos
A resposta virá soprada no vento
Trazida com calma, ao longo dos anos...
24 de fevereiro de 2007
Passeio
Visto a minha saia mais bonita,
e uma blusa verde decotada
Ponho no cabelo aquela fita,
e saio sem pensar em nada
Vou pelo caminho de ilusão
Que tanto já segui acompanhada
Hoje me acompanha a solidão
A tarde ainda brilha ensolarada
E se eu pinto os meus olhos, meu amor
É só pra me lembrar: você gostava
Não penso mais em procurar a dor
De quem meu peito tanto completava
Eu ando com o olhar meio de lado
Quero disfarçar o meu desgosto
Lembrando que isso tudo foi pecado,
escondo atrás de lágrimas meu rosto
Caminho indiferente, e a calçada
parece se mover sob meus pés
É como se essa gente apressada
Passasse me olhando de viés
Pareço não caber dentro de mim
Sinto uma vontade de voar
Mas não tenho asas, sendo assim
O pouco que me resta é chorar
Nos olhos alheios eu procuro
Seus olhos no escuro me beijando
Enquanto choro bem baixinho eu juro:
Seus olhos não verão os meus chorando!
e uma blusa verde decotada
Ponho no cabelo aquela fita,
e saio sem pensar em nada
Vou pelo caminho de ilusão
Que tanto já segui acompanhada
Hoje me acompanha a solidão
A tarde ainda brilha ensolarada
E se eu pinto os meus olhos, meu amor
É só pra me lembrar: você gostava
Não penso mais em procurar a dor
De quem meu peito tanto completava
Eu ando com o olhar meio de lado
Quero disfarçar o meu desgosto
Lembrando que isso tudo foi pecado,
escondo atrás de lágrimas meu rosto
Caminho indiferente, e a calçada
parece se mover sob meus pés
É como se essa gente apressada
Passasse me olhando de viés
Pareço não caber dentro de mim
Sinto uma vontade de voar
Mas não tenho asas, sendo assim
O pouco que me resta é chorar
Nos olhos alheios eu procuro
Seus olhos no escuro me beijando
Enquanto choro bem baixinho eu juro:
Seus olhos não verão os meus chorando!
Assinar:
Postagens (Atom)