Reinvento.
E a cada vez que me reinvento, renasço
Deixando pra trás tudo o que fui,
Mas com peito tomado pelo cansaço
De uma vida que sempre rui
Eu já não sei mais renascer.
Sequer sei me entregar.
Eu refaço os caminhos, mas estou sempre deslocado.
Me reinvento, eu renasço
Sempre diferente
Mas sempre no lugar errado.
Errar? Eu passo! Simplesmente corro
Simplesmente refaço
Simplesmente renasço, procurando - sempre.
Errando em qualquer lugar,
mas sem nunca me encontrar
6 de dezembro de 2011
16 de agosto de 2011
Perfume de vingança
A noite já passou
E já passou a dor
O peito está dormente
Já passou o fogo
Já se foi o amor
O amor que nunca mente
Hoje te enganou
Agora eu quero que você
Tire a minha roupa
Pra sentir arder
O perfume dela
Aqui na minha boca
Beija a minha boca!
Beija a boca dela,
aqui na minha boca...
Vem beijar minha boca!
Vem me amar inteira
Vem me fazer de trouxa
Pra no fim das contas
Ter a boca dela
Bem na sua boca
Sente o seu sexo
Sente o seu perfume
Mente: "o meu perfume"
Finja que é ela
Finja que não sabe
Sinta-se usada
Como eu me senti
Guarde a gargalhada
Guarde só pra ti
Que hoje a noite é larga
E você não está aqui
Hoje eu sou só dela
Hoje eu sou do amor
Hoje eu sou aquela
Que você renegou
Sente a boca dela
Sente, meu amor
Sente o gosto dela,
Encara o rosto dela
Aqui no meu olhar
Sente aqui em mim
Sente que me fui
Sente eu me entregar
Sente ela aqui
Sente o meu penar
Sente, senta aqui...
E já passou a dor
O peito está dormente
Já passou o fogo
Já se foi o amor
O amor que nunca mente
Hoje te enganou
Agora eu quero que você
Tire a minha roupa
Pra sentir arder
O perfume dela
Aqui na minha boca
Beija a minha boca!
Beija a boca dela,
aqui na minha boca...
Vem beijar minha boca!
Vem me amar inteira
Vem me fazer de trouxa
Pra no fim das contas
Ter a boca dela
Bem na sua boca
Sente o seu sexo
Sente o seu perfume
Mente: "o meu perfume"
Finja que é ela
Finja que não sabe
Sinta-se usada
Como eu me senti
Guarde a gargalhada
Guarde só pra ti
Que hoje a noite é larga
E você não está aqui
Hoje eu sou só dela
Hoje eu sou do amor
Hoje eu sou aquela
Que você renegou
Sente a boca dela
Sente, meu amor
Sente o gosto dela,
Encara o rosto dela
Aqui no meu olhar
Sente aqui em mim
Sente que me fui
Sente eu me entregar
Sente ela aqui
Sente o meu penar
Sente, senta aqui...
Distância
Eu sinto essa distância
e tenho ânsia, não é certo!
Daria o mundo todo
Só pra ter você por perto
Eu sinto a sua pele, o seu cheiro
E sem segredo
O amor que se revele
Eu me entrego
Por inteiro, já sem medo
Por dentro eu me retorço,
eu não me acho
Não me caibo,
Não sei o que digo
nem o que faço
Eu sinto a sua boca, seus lábios
No vento que bate no rosto
Eu sinto você indo, partindo
Eu sinto esse desgosto...
e tenho ânsia, não é certo!
Daria o mundo todo
Só pra ter você por perto
Eu sinto a sua pele, o seu cheiro
E sem segredo
O amor que se revele
Eu me entrego
Por inteiro, já sem medo
Por dentro eu me retorço,
eu não me acho
Não me caibo,
Não sei o que digo
nem o que faço
Eu sinto a sua boca, seus lábios
No vento que bate no rosto
Eu sinto você indo, partindo
Eu sinto esse desgosto...
Ai, amor
Ai, amor
não faz assim que é tão
cruel
Eu morto aqui no chão,
sem céu
Perdido como um cão
fiel
Olhando pra você,
passar
Sem nem me perceber
chorar
Sem nem me entender
não dá!
Ai, amor
Que falta faz o seu
olhar
Que triste que é sentir
passar
o tempo sem você
não dá!
não faz assim que é tão
cruel
Eu morto aqui no chão,
sem céu
Perdido como um cão
fiel
Olhando pra você,
passar
Sem nem me perceber
chorar
Sem nem me entender
não dá!
Ai, amor
Que falta faz o seu
olhar
Que triste que é sentir
passar
o tempo sem você
não dá!
3 de agosto de 2011
Poema à fórceps
Essa vontade insana de gritar.
Gritar, gritar aos quatro ventos
O que me deixa destruído
É saber que pouco importa
Posso gritar o quanto for:
Ninguém vai ouvir.
A ninguém interessa a minha dor
A ninguém, nem ao porvir
Eu tenho tanto pra falar
Pra dizer, pra implorar
Mas não consigo
Quero gritar!
Ninguém vai ouvir...
Gritar, gritar aos quatro ventos
O que me deixa destruído
É saber que pouco importa
Posso gritar o quanto for:
Ninguém vai ouvir.
A ninguém interessa a minha dor
A ninguém, nem ao porvir
Eu tenho tanto pra falar
Pra dizer, pra implorar
Mas não consigo
Quero gritar!
Ninguém vai ouvir...
22 de julho de 2011
Eu espero
Já faz quase uma semana
que o tempo se arrasta
Que a vida se inflama
Que a dor é nefasta
Já faz quase uma semana
Que meu amor tentou morrer
Só que quando a gente ama
Nada acaba sem porquê
Já faz quase uma semana
Que minha vida é agonia
Que não caibo em minha cama
Que minh'alma sua fria
Já faz quase uma semana
que mal sei bem o que quero
Porque sinto, queima a chama
Por que sinto: eu te espero
Já faz quanto tempo mesmo?
Quanto tempo que te quero?
Que eu ando assim a esmo
Resmungando: eu te espero!
Quantas noites que varei
Repetindo: eu te quero!
Meu amor, não me enganei
Estou aqui, e eu te espero!
Meu amor eu afoguei
Entre flores de um bolero
Meu amor, eu implorei
Ainda imploro, te espero!
Espero...
eu espero!
Te quero...
Eu espero!
que o tempo se arrasta
Que a vida se inflama
Que a dor é nefasta
Já faz quase uma semana
Que meu amor tentou morrer
Só que quando a gente ama
Nada acaba sem porquê
Já faz quase uma semana
Que minha vida é agonia
Que não caibo em minha cama
Que minh'alma sua fria
Já faz quase uma semana
que mal sei bem o que quero
Porque sinto, queima a chama
Por que sinto: eu te espero
Já faz quanto tempo mesmo?
Quanto tempo que te quero?
Que eu ando assim a esmo
Resmungando: eu te espero!
Quantas noites que varei
Repetindo: eu te quero!
Meu amor, não me enganei
Estou aqui, e eu te espero!
Meu amor eu afoguei
Entre flores de um bolero
Meu amor, eu implorei
Ainda imploro, te espero!
Espero...
eu espero!
Te quero...
Eu espero!
16 de julho de 2011
E no fim...
Parte-se a vida, rasga-se a carne
E cada um caminha para um lado
Soterrando na memória
os resquícios do passado
Fim da festa, dedo em riste
Fim da linha, dividida
Beco sujo, sem saída
Ruas tortas, vida triste!
Acaba tudo, a gente perde o prumo
E se desalinha, e se esvai sem rumo
E não adianta pedir nada a ninguém
Porque a dor é inevitável
E o sofrimento, também
E cada um caminha para um lado
Soterrando na memória
os resquícios do passado
Fim da festa, dedo em riste
Fim da linha, dividida
Beco sujo, sem saída
Ruas tortas, vida triste!
Acaba tudo, a gente perde o prumo
E se desalinha, e se esvai sem rumo
E não adianta pedir nada a ninguém
Porque a dor é inevitável
E o sofrimento, também
19 de junho de 2011
Revolvendo
Estou parado.
O vento sopra,
o tempo passa,
e eu, parado.
Com aquela sensação,
de que estou do outro lado
Com um nó no coração,
com o peito apertado
Não me entendo com o presente,
Nem tampouco com o passado.
Estou parado.
Estou inerte
Enquanto os anos me escorrem pelos dedos
eu busco abrigo em uma alma falha
Me olho no espelho: não me reconheço
Não há alegria sincera que me valha
A dor do tormento de se ter consciência:
somos pouco. Somos nada. O tempo passa, impiedoso.
Impiedoso.
O vento sopra,
o tempo passa,
e eu, parado.
Com aquela sensação,
de que estou do outro lado
Com um nó no coração,
com o peito apertado
Não me entendo com o presente,
Nem tampouco com o passado.
Estou parado.
Estou inerte
Enquanto os anos me escorrem pelos dedos
eu busco abrigo em uma alma falha
Me olho no espelho: não me reconheço
Não há alegria sincera que me valha
A dor do tormento de se ter consciência:
somos pouco. Somos nada. O tempo passa, impiedoso.
Impiedoso.
Assinar:
Postagens (Atom)