Não conto nada
e nem preciso
em minha cara
esse sorriso
já denuncia
a alegria
em que eu vivo
a cada dia
A cada grito
Vida engraçada
eu mal entendo
pouco já basta
pra ter apego
A tal da felicidade
finda a mediocridade
que por fim sufoca a dor
Aí pra mim basta o amor...
E foi assim que aquele moço
descreveu o seu destino
convidou-a prum almoço
Foi pegando no seu braço
Fez da tarde um alvoroço
Fez de si bobo menino
Fez do almoço epopéia
Fez da moça desatino
Inventou mil versos doidos
P'ra beijar, insano afoito
Se perdeu em um abraço
Se encontrou em uma foto
Disse "adeus, um dia volto"
Mas não conseguiu partir
Ficou besta, perna bamba
sem saber pra onde ir
Ela disse "toca um samba!
Que é pra eu te destrair!
Vem comigo, moço lindo
E eu lhe ensino a ser feliz"
E aí ele jogou a vida toda para os céus. Agenda, compromissos, médico, trabalho, protocolo, documento, licença, tudo ao vento, tudo ao vento foi jogado, foi jogado por você, moça do olhar tão lindo, que m'escreve e assina "T."
E é por isso que vou indo, para encontrar você.
31 de março de 2009
10 de março de 2009
Esperar
Espero
Perdido e mergulhado no silêncio e na ausência
Eu espero.
Esperar é uma arte, é uma provação
Eu espero e tenho parte do coração
Reservada
Com lugar marcado
Eu espero porque já tanto esperei
Eu espero porque o encanto, eu sei
O encanto daqueles olhos
Valem a espera
Quem dera! Quem dera!
Valem a pena
Que pena! Que pena!
Eu espero e mando cartas
Mando cartas para o céu
Porque um dia ele desce
Um dia ele dobra
Vai falar comigo
Vai ter amor de sobra
Perdido e mergulhado no silêncio e na ausência
Eu espero.
Esperar é uma arte, é uma provação
Eu espero e tenho parte do coração
Reservada
Com lugar marcado
Eu espero porque já tanto esperei
Eu espero porque o encanto, eu sei
O encanto daqueles olhos
Valem a espera
Quem dera! Quem dera!
Valem a pena
Que pena! Que pena!
Eu espero e mando cartas
Mando cartas para o céu
Porque um dia ele desce
Um dia ele dobra
Vai falar comigo
Vai ter amor de sobra
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