19 de junho de 2011

Revolvendo

Estou parado.
O vento sopra,
o tempo passa,
e eu, parado.

Com aquela sensação,
de que estou do outro lado
Com um nó no coração,
com o peito apertado

Não me entendo com o presente,
Nem tampouco com o passado.

Estou parado.
Estou inerte
Enquanto os anos me escorrem pelos dedos
eu busco abrigo em uma alma falha
Me olho no espelho: não me reconheço
Não há alegria sincera que me valha
A dor do tormento de se ter consciência:
somos pouco. Somos nada. O tempo passa, impiedoso.

Impiedoso.