Entre meus livros
e promessas não cumpridas
Remanesce uma ferida,
com resquício de amor
Pois era lindo
ver minh'alma a flutuar
pensando sempre haver lugar
sem espaço para a dor
E tudo muda,
vida mexe, o mundo roda
De repende me incomoda
Um grito seco e sem pudor
De um corpo insano
Que adoece a cada ato,
Ensaiando estupefato
Todo o ódio com louvor
E eis que surge
aqui dentro um sentimento,
um alarde, esse tormento
Seja lá o que isso for
Eu não me agüento,
e essa enorme escravidão,
que me puxa pela mão,
que deitou minha paixão
sem coragem de lutar
Então percebo
em meio à dor tão desvalida
Porque dói a a tal ferida:
Eu que espero mais da vida
do que ela pode dar
25 de outubro de 2007
21 de outubro de 2007
Poema da realidade
Acostuma-te à mediocridade,
que é tudo o que te espera
se não domas a ansiedade,
é óbvio que te desesperas
acostuma-te à vida errante!
Acostuma-te à pequenez
Pois o tempo leva cada instante,
deixando marcada a tua tez
acostuma-te a ser mais um
a ser ignóbil, incompetente
acostuma-te a tanto olhar
e pouco ver em tua frente
acostuma-te aos sorrisos falsos,
a uma vida de pouco sentido
equilibrando-se sobre cadafalsos,
fixando os olhos no teu umbigo
acostuma-te a esta dor,
pouco mais podes esperar
hoje sabes, até amor
finge-se ter, pode-se comprar
que é tudo o que te espera
se não domas a ansiedade,
é óbvio que te desesperas
acostuma-te à vida errante!
Acostuma-te à pequenez
Pois o tempo leva cada instante,
deixando marcada a tua tez
acostuma-te a ser mais um
a ser ignóbil, incompetente
acostuma-te a tanto olhar
e pouco ver em tua frente
acostuma-te aos sorrisos falsos,
a uma vida de pouco sentido
equilibrando-se sobre cadafalsos,
fixando os olhos no teu umbigo
acostuma-te a esta dor,
pouco mais podes esperar
hoje sabes, até amor
finge-se ter, pode-se comprar
9 de outubro de 2007
Réquiem
O sorriso é forçado,
é que não ando muito bem...
Não me entendo com o passado,
com o presente, com ninguém!
E não quero piedade,
nem esboçe compreenção!!
Guarde sua boa vontade
pra quem tem bom coração
Sabe, tem certas horas
que só nos basta a solidão
Mas e quando ela já não é suficiente?
Aí só o que resta é o desespero,
que corta fundo a carne,
e entorpece assim, por inteiro
Escrever, escrever
sem fazer sequer canção...
Vomitar palavras sem sentido,
rimas porcas, sem direção
cerrar os dentes, as portas, os ouvidos
Da alma, dos olhos e do coração...
é que não ando muito bem...
Não me entendo com o passado,
com o presente, com ninguém!
E não quero piedade,
nem esboçe compreenção!!
Guarde sua boa vontade
pra quem tem bom coração
Sabe, tem certas horas
que só nos basta a solidão
Mas e quando ela já não é suficiente?
Aí só o que resta é o desespero,
que corta fundo a carne,
e entorpece assim, por inteiro
Escrever, escrever
sem fazer sequer canção...
Vomitar palavras sem sentido,
rimas porcas, sem direção
cerrar os dentes, as portas, os ouvidos
Da alma, dos olhos e do coração...
3 de outubro de 2007
Trovador Solitário
Só foi feliz na infância
e quando a alegria à porta lhe batia,
engolia e tinha ânsia
Só foi feliz na infância
E deixou a poesia que tão doída escrevia
como única lembrança
Foi só, infeliz, infância
De todos os torpores
dos torpes desamores
só teve a dor em abundância
Foi só na agonia,
foi só no desamor,
no canto, quem diria
no palco, e no pavor
Foi só acompanhado,
foi só na multidão,
no sorriso amarelado,
foi amargo, e com razão
Só foi feliz na infância...
Porque a felicidade é isso:
chega sem pedir,
entra sem bater,
agarra sem licença, toca a alma,
toca a essência...
Depois se vai,
depois se morre,
qual paixão ingrata,
que o peito desacata,
e parte sem dizer o nome...
e quando a alegria à porta lhe batia,
engolia e tinha ânsia
Só foi feliz na infância
E deixou a poesia que tão doída escrevia
como única lembrança
Foi só, infeliz, infância
De todos os torpores
dos torpes desamores
só teve a dor em abundância
Foi só na agonia,
foi só no desamor,
no canto, quem diria
no palco, e no pavor
Foi só acompanhado,
foi só na multidão,
no sorriso amarelado,
foi amargo, e com razão
Só foi feliz na infância...
Porque a felicidade é isso:
chega sem pedir,
entra sem bater,
agarra sem licença, toca a alma,
toca a essência...
Depois se vai,
depois se morre,
qual paixão ingrata,
que o peito desacata,
e parte sem dizer o nome...
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