A sua última noite, como deve ter sido?
E quando murmurou seu último suspiro,
em que pensou meu grande amigo?
Quando dormiu em seu eterno retiro?
Pra quem cantou? Qual foi teu último sonho?
Que música passou pela tua cabeça?
Será que lembrou daquele dia
Daquelas palavras e da melodia?
Será que deitou em terna alegria,
ou será que sofreu em breve agonia?
Será que lembrou de mim?
Compôs algum arranjo?
Será que viu seu filho
Surgindo, pairando, em forma de anjo?
O seu último gole, como deve ter sido?
Desceu rasgando ou suave?
Foi amargo? Ou ressentido?
Será que sonhou?? Sonhou acordado?
Como morreu? Como foi encontrado?
Ah, Mestre... Meu grande Mestre...
Tem tanta coisa que eu não sei...
E nem sequer imagino.
Mas sabe, Mestre
Tudo aquilo o que passei
Foi tudo tão divino...
Que simplesmente não aceito
Que o danado do seu peito
Tenha parado de pulsar.
Com tanta alegria
ainda por cantar...
Mestre, companheiro. Onde foste te meter?
Vadio, trigueiro. Tinhas mesmo que morrer?
Que será de mim sem tua melodia?
Que será da poesia?
Que será da minha aflição
sem as cordas do teu violão?
16 de janeiro de 2013
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