É noite e o medo se revela,
rosto vermelho que se desespera
E a gente se encontra
Olhando para um piso sujo
Sentindo a própria alma
arder em vão
pra ver então
Você perder a calma
e a razão,
fechando a mão
e os olhos para a vida...
No medo o fraco se esconde
e o desespero mal disfarça a solidão
E a gente se dá conta,
Até o tormento é tão confuso
Sentindo a própria carne
sangrar em vão
pra ter então
aquilo que nos cabe:
só um quinhão
de solidão
nem toda dor é tão sofrida
19 de novembro de 2007
8 de novembro de 2007
Aceita!
Diga sim, diz que sim
Porque assim você alegra um pobre coração
Diz que sim, vai por mim
Me aceite como única opção
Olhe bem, veja além, vai que alguém
um dia lhe resolva dizer não,
aí então você me dará razão
Diz que está tudo bem
Ou sou capaz de morrer de aflição
Diz que sim, o que é que tem?
Um dia você foi assim também
Meu bem...
Porque assim você alegra um pobre coração
Diz que sim, vai por mim
Me aceite como única opção
Olhe bem, veja além, vai que alguém
um dia lhe resolva dizer não,
aí então você me dará razão
Diz que está tudo bem
Ou sou capaz de morrer de aflição
Diz que sim, o que é que tem?
Um dia você foi assim também
Meu bem...
4 de novembro de 2007
Ay! Animes! (los versos índigenas)
Hoje eu cantei aquela música
P´ra lembrar da saudade,
da ingenuidade, da mocidade
P´ra lembrar das estrelas,
Dos olhos de mel,
do amor imprudente
Tentando tê-las,
tocando o céu
impunemente...
P´ra lembrar da corrida,
do cheiro do mato, do gosto da lágrima
Da lama, do mar e da cama
Do medo, do sol, do amor
Do sapato laceado, o sorriso sem graça
De ser desengonçado, e sofrer por pirraça
E o cheiro do passado
às vezes me visita
que é p´ra lembrar
Do teu olhar, da lua, da desdita...
Só se é feliz uma vez
E, é claro, não podemos perceber
É que a felicidade não teria a menor graça
Se soubéssemos que é ela a felicidade
justamente enquanto é felicidade...
O gosto do mel parece ser mais doce na memória
Mas aí... Os planos, o riso,
o amor indeciso
Foi tudo sufocado,
pelos braços do passado
Foi tudo sufocado...
P´ra lembrar da saudade,
da ingenuidade, da mocidade
P´ra lembrar das estrelas,
Dos olhos de mel,
do amor imprudente
Tentando tê-las,
tocando o céu
impunemente...
P´ra lembrar da corrida,
do cheiro do mato, do gosto da lágrima
Da lama, do mar e da cama
Do medo, do sol, do amor
Do sapato laceado, o sorriso sem graça
De ser desengonçado, e sofrer por pirraça
E o cheiro do passado
às vezes me visita
que é p´ra lembrar
Do teu olhar, da lua, da desdita...
Só se é feliz uma vez
E, é claro, não podemos perceber
É que a felicidade não teria a menor graça
Se soubéssemos que é ela a felicidade
justamente enquanto é felicidade...
O gosto do mel parece ser mais doce na memória
Mas aí... Os planos, o riso,
o amor indeciso
Foi tudo sufocado,
pelos braços do passado
Foi tudo sufocado...
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