Mestre,
Vai afinando o violão
Faz um samba de antemão
Porque eu vou chegar
A tempo de fechar
O seu último refrão
Mestre,
Vai esperando com a cachaça
Aquela melodia, você faça
Porque eu vou voltar
Só querendo batucar
Nossa próxima canção
Mestre,
Vai esquentando o tamborim
Que o frio daqui já deu pra mim
Porque eu vou voltar
Pro calor, e pra cantar
Tenho tanto pra contar
Nossa velha diversão!
14 de dezembro de 2008
24 de outubro de 2008
Vida
A minha vida é uma eterna ressaca
Moral
É o copo pela metade,
É o calafrio medonho
carnal
É a frase que eu não devia ter dito
ou o adeus que não soube escutar
É o silêncio que abafa o meu grito
É meu peito que não tem mais lugar
A minha vida é uma eterna saudade
Da vontate que eu tinha de amar
É uma eterna busca por nada
em cada abraço que esqueci de dar
É o soco no vazio
é o abismo sem fim
é o exagero, é a fuga
é a lágrima que enxuga
a trêmula mão
é o pois é, é o senão
é o espinho na garganta
não adianta, não adianta
Minha vida é o rascunho
do destino mal feito
é a dor por testemunho
do estilhaço no peito
É errar, é vagar
É buscar esse sei lá o quê
que não está aqui
que não está lá
que não se toca, nem se vê
que não me toca, nem você
Moral
É o copo pela metade,
É o calafrio medonho
carnal
É a frase que eu não devia ter dito
ou o adeus que não soube escutar
É o silêncio que abafa o meu grito
É meu peito que não tem mais lugar
A minha vida é uma eterna saudade
Da vontate que eu tinha de amar
É uma eterna busca por nada
em cada abraço que esqueci de dar
É o soco no vazio
é o abismo sem fim
é o exagero, é a fuga
é a lágrima que enxuga
a trêmula mão
é o pois é, é o senão
é o espinho na garganta
não adianta, não adianta
Minha vida é o rascunho
do destino mal feito
é a dor por testemunho
do estilhaço no peito
É errar, é vagar
É buscar esse sei lá o quê
que não está aqui
que não está lá
que não se toca, nem se vê
que não me toca, nem você
24 de setembro de 2008
Medíocre!
Pegue a métrica, a poesia
dobre em mil dobras vincadas
engula à seco a covardia
Rasque a agenda, o dia-a-dia
Eles nunca foram nada
Entre as pernas o orgulho
Meta e olhe para o chão
Fure o ego, que é inflado
Você é cego, é até pecado
Não lhe dizer e com razão
Que seu sorriso é forçado
Sua arte inexistente
Tenho dó dos do seu lado
Que são todos inocentes
Idolatram um tapado
Idolatram um doente
A mediocridade é comum
a quase todos os mortais
Mas achar que ela é genial
Isso é falta de vergonha!
Isso é efeito colateral
De quem vive em jejum
de uma vida visceral
E é plastificada sua essência
sua cara e aparência
até o jeito sujo e desleixado
é simplesmente planejado
E feito em plena consciência
Porque quer ser descolado
Porque quer ter sapiência
Mas é pobre, é um coitado
E não merece nem clemência
Vá fazer a sua arte
e os quase cinco que lhe cercam
No seu mundo, todo à parte
Batem palmas, esperneiam
Todos são assim frustrados
tão ou mais do que você
E vivem tão desesperados
Que dá pena só de ver
Querem ter sua atenção
Querem parecer alguém
Querem parecer demais
Serem excepcionais
Mas não são nada além
De medíocres, de banais
Que precisam se isolar
na redoma do ego falso
de alguém pra bajular
E nessa troca de favores
Vão lambendo seus tumores
Disfarçando seus odores
De carniça e ilusão
Vocês são todos imbecis
Inúteis, infelizes
Criancinhas por um tris
de se afogar no dia a dia
Do mundo que é real
e morrer na agonia
de quem nunca beberia
A genialidade imortal
Não se é gênio, só se nasce
sem nem mesmo perceber
Quem se acha não se encontra
Vai viver sempre medíocre
e medíocre vai morrer...
1 de agosto de 2008
Abraço
Chorei até secar a alma
como dói dizer adeus!
E cada cheiro de cada gesto
fez uma casinha só sua no meu peito
E até o sol se foi
quando minha vida partiu
Daquele abraço guardo cada segundo,
o nó na garganta, o suspiro profundo
Sempre achando que deveria ter durado mais
Só um pouquinho mais!
Ah! Se o tempo tivesse parado
Eu apertaria o abraço mais forte
Pra sentir coração com coração
E ficaria assim, tão apertado
Que o próprio tempo choraria de emoção
E quando os olhos ficam mareados
A gente lembra que a vida é assim mesmo
E a saudade, a gente vai guardando, assim de lado
Pra num dia qualquer, afogar de vez
Dilácerá-la sem piedade entre nossos corpos
Em mais um abraço
Pra sufocar de alegria
Em mais um abraço...
como dói dizer adeus!
E cada cheiro de cada gesto
fez uma casinha só sua no meu peito
E até o sol se foi
quando minha vida partiu
Daquele abraço guardo cada segundo,
o nó na garganta, o suspiro profundo
Sempre achando que deveria ter durado mais
Só um pouquinho mais!
Ah! Se o tempo tivesse parado
Eu apertaria o abraço mais forte
Pra sentir coração com coração
E ficaria assim, tão apertado
Que o próprio tempo choraria de emoção
E quando os olhos ficam mareados
A gente lembra que a vida é assim mesmo
E a saudade, a gente vai guardando, assim de lado
Pra num dia qualquer, afogar de vez
Dilácerá-la sem piedade entre nossos corpos
Em mais um abraço
Pra sufocar de alegria
Em mais um abraço...
15 de junho de 2008
A sina
Qual é a sina do moleque sem nação
cujo destino é vagar na escuridão
num desatino, implorando por perdão
Desde menino ele já sabe a lição
contra fuzis só há pedra, braço e mãos
não há direito, só há ódio até então
num quarto estreito, pai e filho, mãe e irmão
pro que foi feito já não há mais solução
tem tanto sangue não se sabe a razão
tem tanta gangue sem alma nem coração
só no palanque oferecem proteção
Tantos garotos ali na televisão
"Todos marotos, desordeiros sem noção!"
É, propaganda convence a população
e gera ódio sem julgar, condenação...
Assim seguimos, "o problema é educação"
e conseguimos sangrar mais um coração
o nosso hino idolatra a solidão
e vão caindo os pedaços de intenção
E quais destinos haverá para o perdão?
se o interino é quase nunca uma exceção
não vá caindo na sarjeta - por que não?
se bebe pinga é pra esquecer a solidão
não tem ainda idéia da situação
se encolhe a noite, a alma torta de emoção
Sem traveseiro, sem coberta nem colchão
tem por consolo cimento, inquietação
Um dia cansa de esperar na imensidão
E faz justiça com seu sangue, por que não?
Se isso atiça ódio e nunca compaixão
Não é problema de quem vai na contramão
dentro carro que comprou a prestação
Comendo lixo, eles não têm outra opção
Qual é a sina do moleque sem nação?...
cujo destino é vagar na escuridão
num desatino, implorando por perdão
Desde menino ele já sabe a lição
contra fuzis só há pedra, braço e mãos
não há direito, só há ódio até então
num quarto estreito, pai e filho, mãe e irmão
pro que foi feito já não há mais solução
tem tanto sangue não se sabe a razão
tem tanta gangue sem alma nem coração
só no palanque oferecem proteção
Tantos garotos ali na televisão
"Todos marotos, desordeiros sem noção!"
É, propaganda convence a população
e gera ódio sem julgar, condenação...
Assim seguimos, "o problema é educação"
e conseguimos sangrar mais um coração
o nosso hino idolatra a solidão
e vão caindo os pedaços de intenção
E quais destinos haverá para o perdão?
se o interino é quase nunca uma exceção
não vá caindo na sarjeta - por que não?
se bebe pinga é pra esquecer a solidão
não tem ainda idéia da situação
se encolhe a noite, a alma torta de emoção
Sem traveseiro, sem coberta nem colchão
tem por consolo cimento, inquietação
Um dia cansa de esperar na imensidão
E faz justiça com seu sangue, por que não?
Se isso atiça ódio e nunca compaixão
Não é problema de quem vai na contramão
dentro carro que comprou a prestação
Comendo lixo, eles não têm outra opção
Qual é a sina do moleque sem nação?...
19 de maio de 2008
Se você soubesse
Se você soubesse
de cada homenagem
que o meu peito tece
teria coragem
de fazer essa prece
pedindo ao acaso
que acabe comigo
afogando no raso
um sonho antigo
plantando descaso
por todo o jardim
andando em falso
fugindo de mim?
de cada homenagem
que o meu peito tece
teria coragem
de fazer essa prece
pedindo ao acaso
que acabe comigo
afogando no raso
um sonho antigo
plantando descaso
por todo o jardim
andando em falso
fugindo de mim?
14 de maio de 2008
Letras Urbanas
Vento, prédios e poeira
O caos espalhado
pela cidade inteira
Vagando entre cacos de pensamento
Tenho já muitas lacunas na memória
Vou voando... Entre sonhos e história
Eu sinto cheiro de ódio no ar
Eu sinto cheiro do medo de amar
Que se mistura com a fumaça e a indiferença
E brotam lágrimas em seus olhos vermelhos
E a gente chora todo dia
por dentro ou por fora
A gente engana a todo mundo
a todo mundo
a toda hora...
Eu sinto cheiro de ódio no ar
Eu sinto cheiro do medo de amar
Que se mistura com a fumaça e a indiferença
E brotam lágrimas em seus olhos vermelhos
O caos espalhado
pela cidade inteira
Vagando entre cacos de pensamento
Tenho já muitas lacunas na memória
Vou voando... Entre sonhos e história
Eu sinto cheiro de ódio no ar
Eu sinto cheiro do medo de amar
Que se mistura com a fumaça e a indiferença
E brotam lágrimas em seus olhos vermelhos
E a gente chora todo dia
por dentro ou por fora
A gente engana a todo mundo
a todo mundo
a toda hora...
Eu sinto cheiro de ódio no ar
Eu sinto cheiro do medo de amar
Que se mistura com a fumaça e a indiferença
E brotam lágrimas em seus olhos vermelhos
2 de maio de 2008
Saudade
Ai, que saudade que dá!
Que me tira a razão
Ficar sentado, no bar
Com o meu violão
Ai, que saudade sem graça
Que me deixa arrasado
Do gosto da cachaça
Do riso desastrado
Ai, que saudade é essa?
Que saudade estranha
De quando eu tinha pressa
Da correria tamanha!
Ai, que saudade que tenho
De cada copo gelado
É que hoje ando bebendo
Só vinho tinto barato
Saudade da calçada, da risada
Da mesa de lata
Da noite rasgada
Saudade! Saudade...
Que me tira a razão
Ficar sentado, no bar
Com o meu violão
Ai, que saudade sem graça
Que me deixa arrasado
Do gosto da cachaça
Do riso desastrado
Ai, que saudade é essa?
Que saudade estranha
De quando eu tinha pressa
Da correria tamanha!
Ai, que saudade que tenho
De cada copo gelado
É que hoje ando bebendo
Só vinho tinto barato
Saudade da calçada, da risada
Da mesa de lata
Da noite rasgada
Saudade! Saudade...
1 de abril de 2008
Hoje o café está mais amargo
Hoje o café está mais amargo
É o gosto da decepção
Meu peito posto de lado,
Posto de lado o meu coração
Hoje o vazio ficou mais forte
- foi ela quem bateu a porta
E mesmo que ninguém se importe
(e eu sei que ninguém se importa)
Eu sinto a dor de cada corte
Da lágrima que escorre, morta
Eu estou perdido entre meus mundos
Entre o que sou e o que queria ser
E agonizando, contando segundos
Espero o alívio que nunca vou ver
Ajoelho, imploro: não vá! Não vá!
Eu me descontrolo: não dá! Não dá!
Hoje eu acordei,
e senti que me sufoca o ar
Eu estou preso, acoado
Eu não tenho espaço pra respirar
Sinto como a árvore bela
Que teve a infelicidade de germinar ao lado de uma cerca
Tem seus galhos mutilados
Pra não invadir propriedade alheia.
É muita crueldade
Não deixar que todos os seus galhos dêem flores, dêem frutos...
Porque mesmo que algumas flores cresçam do lado de lá,
a raiz, meu amor... A Raiz está do lado de cá.
É o gosto da decepção
Meu peito posto de lado,
Posto de lado o meu coração
Hoje o vazio ficou mais forte
- foi ela quem bateu a porta
E mesmo que ninguém se importe
(e eu sei que ninguém se importa)
Eu sinto a dor de cada corte
Da lágrima que escorre, morta
Eu estou perdido entre meus mundos
Entre o que sou e o que queria ser
E agonizando, contando segundos
Espero o alívio que nunca vou ver
Ajoelho, imploro: não vá! Não vá!
Eu me descontrolo: não dá! Não dá!
Hoje eu acordei,
e senti que me sufoca o ar
Eu estou preso, acoado
Eu não tenho espaço pra respirar
Sinto como a árvore bela
Que teve a infelicidade de germinar ao lado de uma cerca
Tem seus galhos mutilados
Pra não invadir propriedade alheia.
É muita crueldade
Não deixar que todos os seus galhos dêem flores, dêem frutos...
Porque mesmo que algumas flores cresçam do lado de lá,
a raiz, meu amor... A Raiz está do lado de cá.
31 de março de 2008
Quotidiano
Nós sorrimos,
quem vai ver?
Se o tempo sempre nos atropela,
as pessoas passam, apressadas
O homem velho escarra seu rancor,
um qualquer pisa no jardim,
O jardim já não tem flor
Nós sorrimos,
e se chorássemos?
Não faria diferença.
Continuaríamos a pagar impostos
A ocupar um lugar qualquer
Nas estatísticas doentias,
no vazio do dia-a-dia
Nós sorrimos,
e não faz a menor diferença,
Talvez nem mesmo pra nós mesmos...
quem vai ver?
Se o tempo sempre nos atropela,
as pessoas passam, apressadas
O homem velho escarra seu rancor,
um qualquer pisa no jardim,
O jardim já não tem flor
Nós sorrimos,
e se chorássemos?
Não faria diferença.
Continuaríamos a pagar impostos
A ocupar um lugar qualquer
Nas estatísticas doentias,
no vazio do dia-a-dia
Nós sorrimos,
e não faz a menor diferença,
Talvez nem mesmo pra nós mesmos...
19 de março de 2008
Poesia
A bolsa subiu
O dólar caiu
O frio aumentou,
o dinheiro acabou,
A saudade bateu
A Janela abriu
primavera fugiu
a noite caiu
A poesia?
A poesia acabou...
O dólar caiu
O frio aumentou,
o dinheiro acabou,
A saudade bateu
A Janela abriu
primavera fugiu
a noite caiu
A poesia?
A poesia acabou...
24 de fevereiro de 2008
Quando você lembrar de mim
Quando você lembrar de mim,
cante meus versos
pesando em mim
Guarde p´ra sempre a imagem do sorriso,
o abraço terno e quente, esse meu jeito indeciso
Lembre da minha alegria, nunca da tristeza
Pois a minha poesia só é triste por beleza
Quando você lembrar de mim,
segure o choro com força
Esqueça o que é solidão
Feche os olhos bem devagar
Cante meus versos com seu coração
Quando você lembrar de mim,
vai perceber que a vida é breve
Mas não se desespere, ah! Isso é ruim
Leve a vida serena e leve
Quando você lembrar de mim
talvez entenda o que é saudade
E lembre-se que a dor não é sincera
quando dói por vaidade
Quando você lembrar de mim
lembre da felicidade
da grama verde no jardim,
da graça de minha ansiedade
Quando você lembrar de mim
Lembre-se que o tempo não existe
E se sentir saudade não chore, ria!
Não quero saber de agonia
Não quero provocar saudade triste
Quando você lembrar de mim
saiba que eu, até o fim
muitas vezes lembrei de você
Só que não pude lhe dizer...
cante meus versos
pesando em mim
Guarde p´ra sempre a imagem do sorriso,
o abraço terno e quente, esse meu jeito indeciso
Lembre da minha alegria, nunca da tristeza
Pois a minha poesia só é triste por beleza
Quando você lembrar de mim,
segure o choro com força
Esqueça o que é solidão
Feche os olhos bem devagar
Cante meus versos com seu coração
Quando você lembrar de mim,
vai perceber que a vida é breve
Mas não se desespere, ah! Isso é ruim
Leve a vida serena e leve
Quando você lembrar de mim
talvez entenda o que é saudade
E lembre-se que a dor não é sincera
quando dói por vaidade
Quando você lembrar de mim
lembre da felicidade
da grama verde no jardim,
da graça de minha ansiedade
Quando você lembrar de mim
Lembre-se que o tempo não existe
E se sentir saudade não chore, ria!
Não quero saber de agonia
Não quero provocar saudade triste
Quando você lembrar de mim
saiba que eu, até o fim
muitas vezes lembrei de você
Só que não pude lhe dizer...
20 de fevereiro de 2008
Cartas para o céu
Escrevi milhares de cartas para o céu
falei da dor, do amor e do rancor
eu contei que desabou aquele véu,
que tudo se foi, e eu perdi meu chão
Nas cartas que mandei, abri meu coração
Me apaixonei
Me apaixonei pelo céu,
Mas tive medo
Achei que fosse ilusão
A mão que afagara
de repente está cerrada
os olhos que sorriam, umidecidos
Meu peito é uma ilha...
Que dor cruel,
desilusão
é que não tenho mais o céu
é que não tenho mais razão...
falei da dor, do amor e do rancor
eu contei que desabou aquele véu,
que tudo se foi, e eu perdi meu chão
Nas cartas que mandei, abri meu coração
Me apaixonei
Me apaixonei pelo céu,
Mas tive medo
Achei que fosse ilusão
A mão que afagara
de repente está cerrada
os olhos que sorriam, umidecidos
Meu peito é uma ilha...
Que dor cruel,
desilusão
é que não tenho mais o céu
é que não tenho mais razão...
12 de fevereiro de 2008
Quem nunca sentiu essa dor?
às vezes sinto falta do calor
daquele riso à toa,
da pele branca marcada
agora um oceano me divide,
planos incertos,
estamos tão pertos
de nós dois
Mas eu só tenho este frio,
e a inquietação,
olhos verdes não me olham mais
E eu não sei se eu errei
porque quando eu deixei pra trás
todo aquele sentimento
Eu não sabia se seria capaz
Agora o amor vai remoendo
Quem nunca sentiu essa dor?
daquele riso à toa,
da pele branca marcada
agora um oceano me divide,
planos incertos,
estamos tão pertos
de nós dois
Mas eu só tenho este frio,
e a inquietação,
olhos verdes não me olham mais
E eu não sei se eu errei
porque quando eu deixei pra trás
todo aquele sentimento
Eu não sabia se seria capaz
Agora o amor vai remoendo
Quem nunca sentiu essa dor?
21 de janeiro de 2008
Mulher amarga
Mulher amarga,
de mal com a vida
Dê meu sorriso,
Me devolve o sono!
Mulher mesquinha
Mulher sem jeito
Que ladainha!
Quem deu direito?
Mulher medonha,
destrói meus planos,
é enfadonha!
Mulher de enganos
Mulher infeliz
ser sem coração
Projeto de meretriz!
não vale um tostão!
Porque nessa vida muitas coisas
me deixam pra lá de fulo
Mas eu sinceramente não conheço nada
E olha só, vou dizer: eu juro!
Eu não conheço NADA
tão ruim quanto esse estrume
quanto essa desgraçada
que tem consigo o azedume
de mulher que é mal-amada!
Mulher mesquinha!
Da boca que range
Como eu te odeio!
Te odeio, Solange!!!
de mal com a vida
Dê meu sorriso,
Me devolve o sono!
Mulher mesquinha
Mulher sem jeito
Que ladainha!
Quem deu direito?
Mulher medonha,
destrói meus planos,
é enfadonha!
Mulher de enganos
Mulher infeliz
ser sem coração
Projeto de meretriz!
não vale um tostão!
Porque nessa vida muitas coisas
me deixam pra lá de fulo
Mas eu sinceramente não conheço nada
E olha só, vou dizer: eu juro!
Eu não conheço NADA
tão ruim quanto esse estrume
quanto essa desgraçada
que tem consigo o azedume
de mulher que é mal-amada!
Mulher mesquinha!
Da boca que range
Como eu te odeio!
Te odeio, Solange!!!
5 de janeiro de 2008
Eu não lhe dei esse direito
Eu não lhe dei esse direito,
eu não vou admitir
Você escravizar meu peito
e me deixar sem onde ir
Eu lhe amo, tanto e tanto
Que mal sei como explicar
Mas você só quer meu pranto!
Jeito estranho de amar...
Eu lhe amo, no entanto
Tenho que lhe confessar
Solidão, eu lhe garanto
Dói mas não faz sufocar
Eu queria ter seus beijos,
e seu amor p´ra todo o sempre
Mas confesso, tenho medo
Desse amor cego e doente
eu não vou admitir
Você escravizar meu peito
e me deixar sem onde ir
Eu lhe amo, tanto e tanto
Que mal sei como explicar
Mas você só quer meu pranto!
Jeito estranho de amar...
Eu lhe amo, no entanto
Tenho que lhe confessar
Solidão, eu lhe garanto
Dói mas não faz sufocar
Eu queria ter seus beijos,
e seu amor p´ra todo o sempre
Mas confesso, tenho medo
Desse amor cego e doente
O Poeta Perdido
E surtou, e se perdeu
aí deu de fazer poesia
Então lembrou, se esqueceu
da noite fez raiar o dia
E amou, e se entorpeceu
Viveu em enorme euforia
E chorou, e padeceu
Mas foi tudo o quanto queria
E caiu, se jogou,
atirou seu corpo -franzino - do maior penhasco
e fugiu, ousou, recuou
Tornou-se então seu maior carrasco
E escreveu, ah! Como escreveu!
Escrevia sensações
Escreveu tanto que se morreu
Afogado em indagações...
Mas questionou, e perguntou!
Duvidou de tudo quanto era trivial
Seu pobre peito que não suportou
Essa euforia torpe de carnaval
Mas sentia-se poderoso
Controlava as névoas da vida!
Hoje o pobre é desgostoso
Sua poesia é esquecida
Mas em dia de tristeza
Não se deixa derrubar
Tem ainda a sutileza
De um verso p´ra rimar...
aí deu de fazer poesia
Então lembrou, se esqueceu
da noite fez raiar o dia
E amou, e se entorpeceu
Viveu em enorme euforia
E chorou, e padeceu
Mas foi tudo o quanto queria
E caiu, se jogou,
atirou seu corpo -franzino - do maior penhasco
e fugiu, ousou, recuou
Tornou-se então seu maior carrasco
E escreveu, ah! Como escreveu!
Escrevia sensações
Escreveu tanto que se morreu
Afogado em indagações...
Mas questionou, e perguntou!
Duvidou de tudo quanto era trivial
Seu pobre peito que não suportou
Essa euforia torpe de carnaval
Mas sentia-se poderoso
Controlava as névoas da vida!
Hoje o pobre é desgostoso
Sua poesia é esquecida
Mas em dia de tristeza
Não se deixa derrubar
Tem ainda a sutileza
De um verso p´ra rimar...
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