Olhares, olhares,
olhares não bastam!
Palavras aos poucos,
palavras se arrastam!
Eu quero gritar
Quem vai ouvir?
Vem me abraçar!
Hora de sentir...
Você, eu, nós...
O resto não importa!
Mas com é difícil
Viver o que sinto
Olhares, vontades,
olhares, desejos!
e a curiosidade
Como são seus beijos?
Desenhos em vão
Questões sem razão
Sentidos ausentes
Meu peito dormente!
Barulhos ao fundo
Suores, que mundo!
Minha alma na boca
Minha alma na boca!
Sua boca tão longe...
Meu peito na boca!
Seu peito tão longe...
Meu peito na boca!
Seu corpo, minh'alma
Minh'alma está louca!
Eu quero dizer
Mas nem sei seu nome!
Eu quero falar
Mas nem sei por onde!
Devo começar...
Um dia eu mando
Para os infernos
O mundo ao redor
Senhores e ternos
Lhe agarro e lhe encho
De beijos eternos...
30 de julho de 2007
23 de julho de 2007
Horizonte
Além de lá...
Os meus olhos procuram
um sentimento bionte
Que crepúsculos atenuam
Alí, eu sei que se esconde
Poucas respostas, tantas indagações...
Estão logo ali, defronte
Os mais lindos poemas
As mais lindas canções
O horizonte, porém, imáginário
Faz questão de anunciar:
é distante, é vil, e ordinário
tal beleza não se pode alcançar
Um olhar, mais um olhar tristonho
Simplesmente outro sonho
cismou de contemplar...
Então lembro de um abraço sem jeito,
e de um beijo macio,
a mão, nervosa, perdida
sem saber onde pousar
E eu, ali
a ver o sol beijar o mar...
15 de julho de 2007
Esperança
Talvez brote
a esperança do sorriso,
e inunde o coração,
pondo trêmulas as pernas
quebrando o espelho de narciso
em mil cacos de paixão
E então poderemos
dar uma chance ao acaso,
ao que for inesperado,
ao vento nos cabelos,
os cabelos desgranhados,
ao abraço sem querer,
ao presente sem passado
E quando os corpos já não bastarem
a gente dá uma chance à alma
que o espírito cumpra a tarefa que a carne não foi capaz de cumprir!
Porque sentir está acima
bem acima de viver
e querer vai bem além
do que se pensa que se quer
quero momentos de insanidade
entre um gole e outro de café
o gosto amargo adocicado
rasgando a carne do quotidiano
Marcando nossas vidas,
talhando nossa estrada
em horário comercial,
mas sem hora marcada...
a esperança do sorriso,
e inunde o coração,
pondo trêmulas as pernas
quebrando o espelho de narciso
em mil cacos de paixão
E então poderemos
dar uma chance ao acaso,
ao que for inesperado,
ao vento nos cabelos,
os cabelos desgranhados,
ao abraço sem querer,
ao presente sem passado
E quando os corpos já não bastarem
a gente dá uma chance à alma
que o espírito cumpra a tarefa que a carne não foi capaz de cumprir!
Porque sentir está acima
bem acima de viver
e querer vai bem além
do que se pensa que se quer
quero momentos de insanidade
entre um gole e outro de café
o gosto amargo adocicado
rasgando a carne do quotidiano
Marcando nossas vidas,
talhando nossa estrada
em horário comercial,
mas sem hora marcada...
8 de julho de 2007
Vida em versos brancos
Fujo das rimas.
Sinto o tempo escorrer pelos meus dedos.
Os meses e os anos me atropelam.
Meu rosto já carrega as marcas da vida.
O espelho me mostra a vida ir pelo ralo.
Meus cabelos começam a fugir de mim,
abandonam meu corpo como parasita que abandona a carcaça
......................................................[daquele que o alimentou.
Cada dia é um passo em direção ao túmulo.
O tempo passa e o coração vai junto, por inércia.
Acumulando toda uma vida de cicatrizes e ilusões...
Eu hoje fujo das rimas. Tenho medo delas.
Me escondo atrás de versos livres.
O tempo me atira na cara a diária lembrança remota do passado.
Nostalgia melancólica...
O tempo escorre pelos meus dedos.
E eu não sei p'ra onde vou.
Porque amor e alegria fogem de mim,
mas o tempo não.
O tempo me marca, me atropela...
Escorre pelos meus dedos, verte minha vida pelo ralo.
Sinto o tempo escorrer pelos meus dedos.
Os meses e os anos me atropelam.
Meu rosto já carrega as marcas da vida.
O espelho me mostra a vida ir pelo ralo.
Meus cabelos começam a fugir de mim,
abandonam meu corpo como parasita que abandona a carcaça
......................................................[daquele que o alimentou.
Cada dia é um passo em direção ao túmulo.
O tempo passa e o coração vai junto, por inércia.
Acumulando toda uma vida de cicatrizes e ilusões...
Eu hoje fujo das rimas. Tenho medo delas.
Me escondo atrás de versos livres.
O tempo me atira na cara a diária lembrança remota do passado.
Nostalgia melancólica...
O tempo escorre pelos meus dedos.
E eu não sei p'ra onde vou.
Porque amor e alegria fogem de mim,
mas o tempo não.
O tempo me marca, me atropela...
Escorre pelos meus dedos, verte minha vida pelo ralo.
1 de julho de 2007
Samba para meu amor
Mas não venha me dizer
Se eu devo ou não gostar,
saiba que sou bem mulher
Pra sozinha me encontrar
Sei, bem sei como é a vida
Talvez mais do que você,
eu sou mais bem resolvida
do que pode parecer
De insônia já fui causa,
mas meu sono já perdi
E assim a vida segue,
assim sempre irá seguir
Lágrimas já não derramo,
mostro os dentes, dou os ombros
Se for pra amar eu amo,
mas meu peito é puro escombro
Só lhe peço, não me culpe
por aquilo que eu sinto
Pois o rio da vida esculpe
meu sorriso enquanto minto
Se eu devo ou não gostar,
saiba que sou bem mulher
Pra sozinha me encontrar
Sei, bem sei como é a vida
Talvez mais do que você,
eu sou mais bem resolvida
do que pode parecer
De insônia já fui causa,
mas meu sono já perdi
E assim a vida segue,
assim sempre irá seguir
Lágrimas já não derramo,
mostro os dentes, dou os ombros
Se for pra amar eu amo,
mas meu peito é puro escombro
Só lhe peço, não me culpe
por aquilo que eu sinto
Pois o rio da vida esculpe
meu sorriso enquanto minto
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