A vida prega peças
E as prega sempre sem piedade
Quando nos aproximamos do sublime
E achamos que conhecemos a perfeição,
Surgem os entretantos, aparecem os senões
E a felicidade se esquiva,
puxa o corpo, joga finta, dribla
Porque a perfeição não é perfeita, então?
Por que diabos sempre existe o tal senão?
31 de março de 2010
16 de março de 2010
Destino
Torpe, estúpido destino
Que sonho com o raiar do dia
que insiste em versos esconder
E camuflar de poesia
A dor mais crua e dura
De um quotidiano imerso
Na mais amarga agonia
E a cada ato insano ou jura
Só faz sangrar, virar em verso
Em aflição verter o dia,
em contrição, a poesia
E se pudesse, então diria
Do meu destino aqui disperso
Que não suporto a hipocrisia
De uma vida ao reverso
Que sonho com o raiar do dia
Que tenho o peito submerso
Que submissa tenho a alma
E que meu corpo é tão perverso
Que meu amor não tem remédio
Que a aflição também acalma
Que adoeço desse tédio
E o destino, bate palma...
2 de março de 2010
Conflitos
E quando se sente
O peito rachado
A alma dormente
O sonho de lado
Que se há de fazer?
Quando se quer
Mas nunca se sabe
Quando se esconde
Da própria vontade
O que se há de fazer?
Quando o mundo
parece pequeno
E o próprio desejo
Encarna o desdenho
Que eu hei de fazer?
Quando se quer amar,
Mas o destino aparta
Quando só há penar
E quando a dor é farta
Que se há de querer?
Quando tudo que espero
É um grão de iniciativa
E só ganho protocolo
Sempre a mesma assertiva
Que me resta fazer?
Quando tudo não cabe,
quando nada mais serve
Quando a dor é suave
Mas a alma é o que ferve
Que se há de dizer?
O peito rachado
A alma dormente
O sonho de lado
Que se há de fazer?
Quando se quer
Mas nunca se sabe
Quando se esconde
Da própria vontade
O que se há de fazer?
Quando o mundo
parece pequeno
E o próprio desejo
Encarna o desdenho
Que eu hei de fazer?
Quando se quer amar,
Mas o destino aparta
Quando só há penar
E quando a dor é farta
Que se há de querer?
Quando tudo que espero
É um grão de iniciativa
E só ganho protocolo
Sempre a mesma assertiva
Que me resta fazer?
Quando tudo não cabe,
quando nada mais serve
Quando a dor é suave
Mas a alma é o que ferve
Que se há de dizer?
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