Qual fogo que não se controla
E cria laços, sem alarde
Qual lágrima que nunca rola
E se esse amor me deu laços
Que o destino desmanchou
É porque o amor não ardeu
Ou porque não era o amor
Se não fundimos corações
E o meu sobrou em pedaços
Que minh’arte crie paixões!
E seu fogo derreta os laços
Que pareciam mais grilhões
Que a chama da liberdade
Derreta esse desengano
E que as lágrimas vertidas
Virem ouro, que virem jóia!
Pois na minha felicidade
E nessa nova liberdade
É que meu riso se apoia