De repente o relógio toca
De repente o sonho acaba
De repente estou na rua
De repente é meio dia
De repente a noite cai
De repente é quarta-feira
De repente é semana que vem
De repente passa o mês, passa o ano, passa a vida
De repente estou sozinho
A luz apaga
o pano cai
a cabeça dói
e tudo acaba. Acaba, ou nunca existiu.
30 de agosto de 2009
18 de agosto de 2009
Melancia
Aquele sonho?
Ah! Aquele sonho se foi
esmoreceu, se apagou
E tantas noites!
Tantas noites de insônia
planejando por onde
me aproximar do tal sonho
e agarrá-lo com força
Eu a agarrei! Eu tive meu sonho
Num pesadelo medonho
Numa noite chuvosa de acaso,
com garrafas e roupas pelo chão
E numa ressaca amarga
palavras estúpidas
públicas e anônimas
descreveram o sublime
Tive meu sonho... Meu sonhozinho
Meu sonhozinho de corpo vermelho
Melancia!
Inútil. Fiquei só com cacos
Com migalhas de um sonho
Migalhas e torpores
Uma noite inesquecível
Que o dia seguinte apagou
Eu voltei de táxi
E meu sonho me esqueceu,
hoje sonha um outro sonho
Outro sonho que não eu
Outro sonho qualquer
que de sonho, como ela sonhava, nada tem
Talvez a faça mulher
Mas é tão mortal e não brilhante quanto eu...
Ah! Aquele sonho se foi
esmoreceu, se apagou
E tantas noites!
Tantas noites de insônia
planejando por onde
me aproximar do tal sonho
e agarrá-lo com força
Eu a agarrei! Eu tive meu sonho
Num pesadelo medonho
Numa noite chuvosa de acaso,
com garrafas e roupas pelo chão
E numa ressaca amarga
palavras estúpidas
públicas e anônimas
descreveram o sublime
Tive meu sonho... Meu sonhozinho
Meu sonhozinho de corpo vermelho
Melancia!
Inútil. Fiquei só com cacos
Com migalhas de um sonho
Migalhas e torpores
Uma noite inesquecível
Que o dia seguinte apagou
Eu voltei de táxi
E meu sonho me esqueceu,
hoje sonha um outro sonho
Outro sonho que não eu
Outro sonho qualquer
que de sonho, como ela sonhava, nada tem
Talvez a faça mulher
Mas é tão mortal e não brilhante quanto eu...
2 de agosto de 2009
Tempo
O tempo passa.
Lá fora a vida, fumaça...
Passa também, também passa.
As horas escorrem, e nem nos damos conta.
Na névoa densa que a alma cega
Envoltos pelo banal, pelo quotidiano
Somos crianças perdidas dos pais
Perdidas de nós mesmos
Não temos dempo! Não dá tempo.
Não há tempo, nunca há tempo!
Ainda tenho a companhia do vinho
Dos bêbados de sonhos ébrios
O tempo passa, e eu me agarro.
Cravo-lhe as unhas, desesperado.
Inútil. Ele passa e eu fico. Eu sempre fico...
Lá fora a vida, fumaça...
Passa também, também passa.
As horas escorrem, e nem nos damos conta.
Na névoa densa que a alma cega
Envoltos pelo banal, pelo quotidiano
Somos crianças perdidas dos pais
Perdidas de nós mesmos
Não temos dempo! Não dá tempo.
Não há tempo, nunca há tempo!
Ainda tenho a companhia do vinho
Dos bêbados de sonhos ébrios
O tempo passa, e eu me agarro.
Cravo-lhe as unhas, desesperado.
Inútil. Ele passa e eu fico. Eu sempre fico...
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