Mandei às favas o bom senso!
Pros diabos a educação!
O que preciso é de um contra-senso,
pra pôr no lugar o meu coração...
Não existo, é bem verdade
Sou um resumo mal feito,
mescla do que fui e o que queria ser,
do que gostaria e do que posso fazer...
Algo falta em mim, o tal elo perdido?
Que ligue minha vida à minha história,
que nos confins da torpe memória
encontre esboço de felicidade
(é verdade...)
Faz sentido...
Eu não existo assim,
eu não caibo em mim
Eu sou o meio que não tem fim,
sou seu receio, seu orgulho
Eu sou o não que cala seu sim,
eu sou a flor que lhe brotou do entulho
Ensaio para o teatro da vida.
Mas quando me apresento, não há platéia
O palco me engole, tropeço,
as cortinas não se abrem,
e ao final, ouço os aplausos
Sabendo que não são pra mim...
24 de junho de 2007
16 de junho de 2007
Amor de traição (apenas uma canção)
Qual era o gosto daquela covardia?
E o seu rosto, o que ele escondia?
o meu desgosto, ou a sua picardia?
Qual é o preço? Diz, hoje quem paga?
Se eu que padeço, sem ter feito nada!
Mulher adereço! Estereotipada!
Qual o motivo? Diz, qual é a razão?
Hoje o que eu vivo é amor de traição
O seu perigo foi não ter coração...
A coroa de louros, qual cabeça coroou?
E no outro dia, quem primeiro corou?
A cicatriz, em qual peito ficou?
Então me diz se foi você quem chorou
E fez-se de tudo mais um fato normal
Vocês até riram, acharam aquilo banal
Ser sem sentimento, mulher superficial!
Ser sem sentimento, mulher superficial!
E o seu rosto, o que ele escondia?
o meu desgosto, ou a sua picardia?
Qual é o preço? Diz, hoje quem paga?
Se eu que padeço, sem ter feito nada!
Mulher adereço! Estereotipada!
Qual o motivo? Diz, qual é a razão?
Hoje o que eu vivo é amor de traição
O seu perigo foi não ter coração...
A coroa de louros, qual cabeça coroou?
E no outro dia, quem primeiro corou?
A cicatriz, em qual peito ficou?
Então me diz se foi você quem chorou
E fez-se de tudo mais um fato normal
Vocês até riram, acharam aquilo banal
Ser sem sentimento, mulher superficial!
Ser sem sentimento, mulher superficial!
9 de junho de 2007
Quando a gente dobra
Sabe...
Quando a gente duvida
e aí sente a ferida
que fora dormente tornar-se doída?
Sabe?
Quando não há mais o que sentir
e nem mais tempo p'ra mentir
Quando tudo é solidão
E um tal tormento é escravidão
Sabe?
Quando a gente engole o choro
e a dor ausente é um consolo
Quando a gente se retrai
e deprimente se distrai
Esqueçe a vida e até o amor...
Sabe?
Quando a palavra não basta
E um olhar nos desmente
Quando o tempo se arrasta
E o peito é dormente...
Sabe?
Quando a alma se descontrola
E desmorona-se por dentro,
quando tudo que havia outrora
Torna-se pó e sofrimento...
Sabe?
Quando o grito não sai
E a liberdade é utopia
Quando a gente dobra e cai
Quando a vida fica vazia...
Sabe?
Quando não há mais verdades,
e a mentira não sacia
quando se perde a vontade,
na dor do tal dia-a-dia...
Sabe? É assim que me sinto.
Quando a gente duvida
e aí sente a ferida
que fora dormente tornar-se doída?
Sabe?
Quando não há mais o que sentir
e nem mais tempo p'ra mentir
Quando tudo é solidão
E um tal tormento é escravidão
Sabe?
Quando a gente engole o choro
e a dor ausente é um consolo
Quando a gente se retrai
e deprimente se distrai
Esqueçe a vida e até o amor...
Sabe?
Quando a palavra não basta
E um olhar nos desmente
Quando o tempo se arrasta
E o peito é dormente...
Sabe?
Quando a alma se descontrola
E desmorona-se por dentro,
quando tudo que havia outrora
Torna-se pó e sofrimento...
Sabe?
Quando o grito não sai
E a liberdade é utopia
Quando a gente dobra e cai
Quando a vida fica vazia...
Sabe?
Quando não há mais verdades,
e a mentira não sacia
quando se perde a vontade,
na dor do tal dia-a-dia...
Sabe? É assim que me sinto.
2 de junho de 2007
Reversos
Com quantas cores
você pintou
os dessabores
do desamor?
Com quantas dores
você dormiu?
e quantos sonhos
que não sonhou?
Quais as palavras
que eu escolho
pra te contar:
não tenho escolha,
vou me entregar!
Quais são os cantos?
Quais são os becos?
Ruas escuras
por onde juras
não mais chorar?
Quais são as mãos
que se tocaram?
E qual perdão
que sufocaram?
Quais são os passos
Quais os abraços
Que os desejos se furtaram a mostrar
(então despejo sobre a dor o meu penar)
Quais são os gestos
Quais são os corpos
Que não toquei,
que não senti
Quais são os restos?
de apelos mortos
por onde andei?
Por que menti?
Quais as verdades
que você tem?
Tantas vontades
de ir além...
Quais vaidades
sobram a quem
por piedade
tão pouco tem?
Diz quais palavras
Que eu escolho
Pra te contar:
não tenho escolha!?
Diz quais palavras
Que eu escolho
Pra te contar:
não tenho escolha...
você pintou
os dessabores
do desamor?
Com quantas dores
você dormiu?
e quantos sonhos
que não sonhou?
Quais as palavras
que eu escolho
pra te contar:
não tenho escolha,
vou me entregar!
Quais são os cantos?
Quais são os becos?
Ruas escuras
por onde juras
não mais chorar?
Quais são as mãos
que se tocaram?
E qual perdão
que sufocaram?
Quais são os passos
Quais os abraços
Que os desejos se furtaram a mostrar
(então despejo sobre a dor o meu penar)
Quais são os gestos
Quais são os corpos
Que não toquei,
que não senti
Quais são os restos?
de apelos mortos
por onde andei?
Por que menti?
Quais as verdades
que você tem?
Tantas vontades
de ir além...
Quais vaidades
sobram a quem
por piedade
tão pouco tem?
Diz quais palavras
Que eu escolho
Pra te contar:
não tenho escolha!?
Diz quais palavras
Que eu escolho
Pra te contar:
não tenho escolha...
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