22 de julho de 2011

Eu espero

Já faz quase uma semana
que o tempo se arrasta
Que a vida se inflama
Que a dor é nefasta

Já faz quase uma semana
Que meu amor tentou morrer
Só que quando a gente ama
Nada acaba sem porquê

Já faz quase uma semana
Que minha vida é agonia
Que não caibo em minha cama
Que minh'alma sua fria

Já faz quase uma semana
que mal sei bem o que quero
Porque sinto, queima a chama
Por que sinto: eu te espero

Já faz quanto tempo mesmo?
Quanto tempo que te quero?
Que eu ando assim a esmo
Resmungando: eu te espero!

Quantas noites que varei
Repetindo: eu te quero!
Meu amor, não me enganei
Estou aqui, e eu te espero!

Meu amor eu afoguei
Entre flores de um bolero
Meu amor, eu implorei
Ainda imploro, te espero!
Espero...
eu espero!
Te quero...
Eu espero!

16 de julho de 2011

E no fim...

Parte-se a vida, rasga-se a carne
E cada um caminha para um lado
Soterrando na memória
os resquícios do passado

Fim da festa, dedo em riste
Fim da linha, dividida
Beco sujo, sem saída
Ruas tortas, vida triste!

Acaba tudo, a gente perde o prumo
E se desalinha, e se esvai sem rumo

E não adianta pedir nada a ninguém
Porque a dor é inevitável
E o sofrimento, também