14 de maio de 2007

Diálogo

Tu disseste: és amargo
respondi que tanto faz,
paguei com indiferença
um preço alto por demais

Tu disseste que tens pena,
perguntei: pena de quê?
O meu pranto não compensa,
não te importa, é sem porquê.

Te olhei fundo nos olhos,
eu não pude me esconder
Meus desejos já se foram,
guarde-os todos p´ra você!

Te agarrei, marquei o braço
mas palavras me faltaram
Te soltaste, olhar cortante
Minhas pernas sucumbiram!
tuas pernas soçobraram...

Te entregaste,
E entreguei-me
Partimos
Talvez
P´ra sempre

Hoje eu digo: sou amargo,
e não há nada que posso fazer
O doce da vida, o sorriso largo
Foram todos com você...

Um comentário:

Anônimo disse...

Suas palavras sempre bem organizadas, carregadas de sentido e sentimento. Parabéns!