Mandei às favas o bom senso!
Pros diabos a educação!
O que preciso é de um contra-senso,
pra pôr no lugar o meu coração...
Não existo, é bem verdade
Sou um resumo mal feito,
mescla do que fui e o que queria ser,
do que gostaria e do que posso fazer...
Algo falta em mim, o tal elo perdido?
Que ligue minha vida à minha história,
que nos confins da torpe memória
encontre esboço de felicidade
(é verdade...)
Faz sentido...
Eu não existo assim,
eu não caibo em mim
Eu sou o meio que não tem fim,
sou seu receio, seu orgulho
Eu sou o não que cala seu sim,
eu sou a flor que lhe brotou do entulho
Ensaio para o teatro da vida.
Mas quando me apresento, não há platéia
O palco me engole, tropeço,
as cortinas não se abrem,
e ao final, ouço os aplausos
Sabendo que não são pra mim...
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