4 de novembro de 2007

Ay! Animes! (los versos índigenas)

Hoje eu cantei aquela música
P´ra lembrar da saudade,
da ingenuidade, da mocidade

P´ra lembrar das estrelas,
Dos olhos de mel,
do amor imprudente
Tentando tê-las,
tocando o céu
impunemente...

P´ra lembrar da corrida,
do cheiro do mato, do gosto da lágrima
Da lama, do mar e da cama

Do medo, do sol, do amor
Do sapato laceado, o sorriso sem graça
De ser desengonçado, e sofrer por pirraça

E o cheiro do passado
às vezes me visita
que é p´ra lembrar
Do teu olhar, da lua, da desdita...

Só se é feliz uma vez
E, é claro, não podemos perceber
É que a felicidade não teria a menor graça
Se soubéssemos que é ela a felicidade
justamente enquanto é felicidade...

O gosto do mel parece ser mais doce na memória

Mas aí... Os planos, o riso,
o amor indeciso

Foi tudo sufocado,
pelos braços do passado
Foi tudo sufocado...

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