19 de dezembro de 2007

Além de lá

Ali, além do horizonte
Onde meus olhos procuram
o porquê dum sentimento confronte
que crepúsculos atenuam

Alí, então, se esconde
a resposta de tantas indagações
Estão lá detrás do monte
os mais lindos poemas e canções

O horizonte, porém, imaginário
é tão longe, e vil, e ordinário,
e faz questão de anunciar:
até na beleza podemos penar

Porém, tão perfeito ele é
que eu olho e só consigo duvidar

No fim das contas
Devo eu, tristonho
Simplesmente mais um sonho
Como tantos contemplar

e ver o sol beijar o mar...

Um comentário:

Anônimo disse...

flores, olhos, enfeites, sonhos, pontos, frases, espaços, virgulas...

eu vejo nos seus olhos um desejo que almeja algo além do que os seus simples gestos procuram entender

a vida, ávida por criar aquilo que a imaginação não nos mostrou, nos mostra agora vestígios criativos de um mundo tão só

poesia, música, vinho, ópio, buceta, cú, burocracia

talvez o equilibrio seja realmente isso, uma busca desenfreada pela procura insana de se reconhecer só...

quero foder com a palavra

para quem sabe dar a luz

bom dia!