Ali, além do horizonte
Onde meus olhos procuram
o porquê dum sentimento confronte
que crepúsculos atenuam
Alí, então, se esconde
a resposta de tantas indagações
Estão lá detrás do monte
os mais lindos poemas e canções
O horizonte, porém, imaginário
é tão longe, e vil, e ordinário,
e faz questão de anunciar:
até na beleza podemos penar
Porém, tão perfeito ele é
que eu olho e só consigo duvidar
No fim das contas
Devo eu, tristonho
Simplesmente mais um sonho
Como tantos contemplar
e ver o sol beijar o mar...
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Um comentário:
flores, olhos, enfeites, sonhos, pontos, frases, espaços, virgulas...
eu vejo nos seus olhos um desejo que almeja algo além do que os seus simples gestos procuram entender
a vida, ávida por criar aquilo que a imaginação não nos mostrou, nos mostra agora vestígios criativos de um mundo tão só
poesia, música, vinho, ópio, buceta, cú, burocracia
talvez o equilibrio seja realmente isso, uma busca desenfreada pela procura insana de se reconhecer só...
quero foder com a palavra
para quem sabe dar a luz
bom dia!
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