O tempo às vezes pára
e as imagens se formam, turvas
Tomo um trago, arranho um violão
pra ver a vida se arrastar, em vão
Tem gente que é feliz com o óbvio
com o trivial. Com a conta bancária
com o carnaval
Tem gente que é feliz, já é feliz de antemão
eu não.
Eu vivo numa eterna quarta-feira de cinzas
com a ressaca da folia na cabeça
Com a desilusão do pano que subiu
E a certeza do incerto
do cheiro do desconhecido
e do peito descoberto,
sem me dar por vencido
Vagando sempre no mesmo deserto...
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