O tempo passa.
Lá fora a vida, fumaça...
Passa também, também passa.
As horas escorrem, e nem nos damos conta.
Na névoa densa que a alma cega
Envoltos pelo banal, pelo quotidiano
Somos crianças perdidas dos pais
Perdidas de nós mesmos
Não temos dempo! Não dá tempo.
Não há tempo, nunca há tempo!
Ainda tenho a companhia do vinho
Dos bêbados de sonhos ébrios
O tempo passa, e eu me agarro.
Cravo-lhe as unhas, desesperado.
Inútil. Ele passa e eu fico. Eu sempre fico...
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Um comentário:
Gostei dos textos, mas escolhi esse do tempo para comentar porque li agora pouco um do Borges sobre o mesmo assunto.
Não temos mesmo como lidar com o tempo.
Obrigada pelo email, pelas palavras. Aquelas e essas aqui :)
beijos,
Vanessa.
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