O que acontece, meu amor, é que a carne é fraca.
E aí me vem esse incontrolável desejo
de enfiar o pé na jaca.
É estranho, e bem sei.
Mas o fato é que simplesmente não consigo
Me ater a esse prumo imaginário
De valores e idéias intangíveis
Desse mundo centrado no próprio umbigo.
Eu nasci para voar. Para errar. Para beber e vomitar
Eu nasci para a intensidade, ainda que utópica
Para o caos, para a perdição
Mas e aí? O que me resta?
O mesmo amargor e a mesma contrição
A mesma vida
Desmedida
Controlada e indigesta
É isso o que tenho.
É isso o que me resta.
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