9 de junho de 2007

Quando a gente dobra

Sabe...

Quando a gente duvida
e aí sente a ferida
que fora dormente tornar-se doída?

Sabe?

Quando não há mais o que sentir
e nem mais tempo p'ra mentir
Quando tudo é solidão
E um tal tormento é escravidão

Sabe?

Quando a gente engole o choro
e a dor ausente é um consolo
Quando a gente se retrai
e deprimente se distrai
Esqueçe a vida e até o amor...

Sabe?

Quando a palavra não basta
E um olhar nos desmente
Quando o tempo se arrasta
E o peito é dormente...

Sabe?

Quando a alma se descontrola
E desmorona-se por dentro,
quando tudo que havia outrora
Torna-se pó e sofrimento...

Sabe?

Quando o grito não sai
E a liberdade é utopia
Quando a gente dobra e cai
Quando a vida fica vazia...

Sabe?

Quando não há mais verdades,
e a mentira não sacia
quando se perde a vontade,
na dor do tal dia-a-dia...

Sabe? É assim que me sinto.

Um comentário:

PROJETO MÚSICA NO SEBO disse...

OLÁ! LI TUAS POESIAS E AXEI LEGAIS.
QRO T ENDIKR O MEU JUNTO COM UNS COLEGAS
dangrito.zip.net
auto-mutilacao.zip.net
de uma olhada e m dga o q axou
obrigado!
até aproxima