15 de julho de 2007

Esperança

Talvez brote
a esperança do sorriso,
e inunde o coração,
pondo trêmulas as pernas
quebrando o espelho de narciso
em mil cacos de paixão

E então poderemos
dar uma chance ao acaso,
ao que for inesperado,
ao vento nos cabelos,
os cabelos desgranhados,
ao abraço sem querer,
ao presente sem passado

E quando os corpos já não bastarem
a gente dá uma chance à alma
que o espírito cumpra a tarefa que a carne não foi capaz de cumprir!

Porque sentir está acima
bem acima de viver
e querer vai bem além
do que se pensa que se quer

quero momentos de insanidade
entre um gole e outro de café
o gosto amargo adocicado
rasgando a carne do quotidiano

Marcando nossas vidas,
talhando nossa estrada
em horário comercial,
mas sem hora marcada...

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