8 de julho de 2007

Vida em versos brancos

Fujo das rimas.
Sinto o tempo escorrer pelos meus dedos.
Os meses e os anos me atropelam.

Meu rosto já carrega as marcas da vida.
O espelho me mostra a vida ir pelo ralo.
Meus cabelos começam a fugir de mim,
abandonam meu corpo como parasita que abandona a carcaça
......................................................[daquele que o alimentou.

Cada dia é um passo em direção ao túmulo.
O tempo passa e o coração vai junto, por inércia.
Acumulando toda uma vida de cicatrizes e ilusões...

Eu hoje fujo das rimas. Tenho medo delas.
Me escondo atrás de versos livres.

O tempo me atira na cara a diária lembrança remota do passado.
Nostalgia melancólica...

O tempo escorre pelos meus dedos.
E eu não sei p'ra onde vou.
Porque amor e alegria fogem de mim,
mas o tempo não.

O tempo me marca, me atropela...
Escorre pelos meus dedos, verte minha vida pelo ralo.

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