12 de agosto de 2007

Pó(eira)

Ruas vazias e nuas as mãos
Cai essa noite, e traga o destino
Destino qualquer, destino e razão
Diga onde é que está o coração!

A noite que venha, que leve meu corpo!
E eu vou sucumbindo, entregando o que sinto
(o que sinto é tão pouco!)
ainda sou o mesmo que canta,que sonha, que chora

Esquinas passam e onde estou?
As mãos calejadas, na cara só vento
O que me sobrou daquele tormento?
E hoje o passado fresco é apagado
Estou soçobrando, não sei se me agüento...

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