As vísceras se contorcem
Os minutos passam – pesarosos
E eu sinto a vida doer
Sinto um’angústia sem porquê.
A vida perfeita que dói...
Porque a alma é inquieta, não aceita
E o peito bate, mas se corrói
A mão pesada a esperança estreita
Estranho calafrio
Entranhas gemendo
Me sinto por um fio!
Por um fio que está cedendo
Vou tentar a sorte
Mas o azar é o que me espera
E ao meu lado,
Rostos cansados,
sorrisos desgastados,
amarelos e apagados
pela sombra do dia-a-dia
Melancolia
Calafrio
Que agonia!
Por um fio...
Olhar distante!
Por um fio
Destino errante!
Por um fio... Por um fio!
Por um fio
Por um fio...
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Um comentário:
"Vou tentar a sorte
Mas o azar é o que me espera
E ao meu lado,
Rostos cansados,
sorrisos desgastados,
amarelos e apagados
pela sombra do dia-a-dia"
Haha que é isso? Resquícios do bom e velho pessimismo?
É engraçado como as coisas assumem sentido. Sempre diferente, depedendo do leitor é verdade. Mas que as coisas parecem se encaixar numa época e lugar parecem.
Abraços companheiro!
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