25 de outubro de 2007

Remoendo a vida

Entre meus livros
e promessas não cumpridas
Remanesce uma ferida,
com resquício de amor

Pois era lindo
ver minh'alma a flutuar
pensando sempre haver lugar
sem espaço para a dor

E tudo muda,
vida mexe, o mundo roda
De repende me incomoda
Um grito seco e sem pudor

De um corpo insano
Que adoece a cada ato,
Ensaiando estupefato
Todo o ódio com louvor

E eis que surge
aqui dentro um sentimento,
um alarde, esse tormento
Seja lá o que isso for

Eu não me agüento,
e essa enorme escravidão,
que me puxa pela mão,
que deitou minha paixão
sem coragem de lutar

Então percebo
em meio à dor tão desvalida
Porque dói a a tal ferida:
Eu que espero mais da vida
do que ela pode dar

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