31 de março de 2009

A moça que assina "Tê"

Não conto nada
e nem preciso
em minha cara
esse sorriso
já denuncia
a alegria
em que eu vivo
a cada dia
A cada grito

Vida engraçada
eu mal entendo
pouco já basta
pra ter apego
A tal da felicidade
finda a mediocridade
que por fim sufoca a dor
Aí pra mim basta o amor...

E foi assim que aquele moço
descreveu o seu destino
convidou-a prum almoço
Foi pegando no seu braço
Fez da tarde um alvoroço
Fez de si bobo menino
Fez do almoço epopéia
Fez da moça desatino
Inventou mil versos doidos
P'ra beijar, insano afoito
Se perdeu em um abraço
Se encontrou em uma foto
Disse "adeus, um dia volto"
Mas não conseguiu partir
Ficou besta, perna bamba
sem saber pra onde ir
Ela disse "toca um samba!
Que é pra eu te destrair!
Vem comigo, moço lindo
E eu lhe ensino a ser feliz"

E aí ele jogou a vida toda para os céus. Agenda, compromissos, médico, trabalho, protocolo, documento, licença, tudo ao vento, tudo ao vento foi jogado, foi jogado por você, moça do olhar tão lindo, que m'escreve e assina "T."

E é por isso que vou indo, para encontrar você.

Um comentário:

T. disse...

Hey, moço!
Como já tinha dito pessoalmente, ficou muito bom. Mas porque você tirou a última parte? E o Título? Eram os mais legais! hehehehe. Desse jeito não ficou ruim, mas ficou vago. Meio que não dá pra saber exatamente do que vc fala. De qqer maneira, quero ver como fica no violão!

Bjo! Ou, como diz vc, "falô!". hahahahah ;-)