2 de agosto de 2009

Tempo

O tempo passa.
Lá fora a vida, fumaça...
Passa também, também passa.

As horas escorrem, e nem nos damos conta.
Na névoa densa que a alma cega
Envoltos pelo banal, pelo quotidiano
Somos crianças perdidas dos pais
Perdidas de nós mesmos

Não temos dempo! Não dá tempo.
Não há tempo, nunca há tempo!

Ainda tenho a companhia do vinho
Dos bêbados de sonhos ébrios

O tempo passa, e eu me agarro.
Cravo-lhe as unhas, desesperado.
Inútil. Ele passa e eu fico. Eu sempre fico...

Um comentário:

V. M. Brito disse...

Gostei dos textos, mas escolhi esse do tempo para comentar porque li agora pouco um do Borges sobre o mesmo assunto.

Não temos mesmo como lidar com o tempo.

Obrigada pelo email, pelas palavras. Aquelas e essas aqui :)

beijos,

Vanessa.