12 de dezembro de 2009

Ciclos

Ciclos. Giro em torno de mim mesmo
Vejo os anos passarem pela janela - a mesma paisagem.
Sinto no peito o mesmo aperto,
As razões que sempre mudam.

Busco. Vivo em busca eterna. Eterna e cíclica.
Imploro pelo porto seguro
Pra depois morrer de saudade da tempestade

Nado até o outro lado
Quase morro de exaustão
Dou um nó no coração
Pra chegar, acabado
E chorar de saudade
Do lado abandonado

Sou intenso. E a intensidade,
às vezes me parece superficial
É tudo sempre igual

Sonhos que se desmancham
Esperanças que se desfazem
Enquanto o tempo passa
Sempre passa

Enjôo. Vomito. E depois desejo
Me entrego, me arrependo,
E depois desejo

Sempre...
Sempre...

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