Ela, de repente, apareceu
Nem sei como, nem de onde
Simplemente apareceu!
Leu-me todos os poemas,
me falou dos seus dilemas
Me encontrei na perdição!
Me atirei
Lhe dei a mão
Me encantei
E por que não?
E disse assim: Inês é morta!
Minha vida era tão torta,
de repente se aprumou
Ela entrou por essa porta
E o tempo então parou
Me atirei
De coração
Me encantei
E por que não?
E foi assim, que de repente
Me envolvi, o corpo quente
O sorriso mais sincero
O simples, o singelo
Têm beleza também.
Têm beleza, e como têm!
Me atirei
Sem contrição
Me encantei
E por que não?
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