Seu ódio me faz feliz
E faz sonhar aliviado
Cada farpa de cada palavra
não me rasga, me conforta
Seu ódio me acalenta,
faz calmaria da tormenta
e do amor me abre a porta
Pois só o ódio que nunca quis
me diz que eu nunca estive errado
quando fui tão reticente
quando fui desconfiado
É que do amor que se machuca
não surge a raiva feito grito
Brotam lágrimas de culpa,
nasce a dor de um peito aflito,
que suplica por desculpa
e não rancor tão desmedido
nem pavor e força bruta
pois um peito apaixonado
é romance inacabado
todo cheio de aflição
com platéia em comoção
implorando outro episódio
Do amor, se faz perdão
e bem- querer, jamais o ódio
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