De volta à realidade
dividido, e cada metade
dói uma dor fina e latejante
no compasso de cada instante
numa angústia sufocante
Dividido entre a saudade
e a felicidade
deixo um naco de mim
em cada cidade
Enquanto choro por dentro
aquele velho tormento
me faz caridade
O desencontro e o desengano
me abraçaram outra vez
aquele abraço caloroso
o mesmo abraço rancoroso
A mesma velha insensatez
E me perdi sem entender
me iludi ao me entregar
entreguei o que não tinha
Fiz da pobre alma minha
Um abrigo a soçobrar
Como infância que não volta
Sinto a ânsia da revolta
Acenando tão distante
Sufocando, atenuante
Esse peito já surrado
E então sigo, vou adiante
O mesmo peito, palpitante
Mas agora, calejado
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