26 de agosto de 2007

Por um fio

As vísceras se contorcem
Os minutos passam – pesarosos
E eu sinto a vida doer
Sinto um’angústia sem porquê.
A vida perfeita que dói...

Porque a alma é inquieta, não aceita
E o peito bate, mas se corrói
A mão pesada a esperança estreita

Estranho calafrio
Entranhas gemendo
Me sinto por um fio!
Por um fio que está cedendo

Vou tentar a sorte
Mas o azar é o que me espera
E ao meu lado,
Rostos cansados,
sorrisos desgastados,
amarelos e apagados
pela sombra do dia-a-dia

Melancolia
Calafrio
Que agonia!
Por um fio...
Olhar distante!
Por um fio
Destino errante!
Por um fio... Por um fio!
Por um fio
Por um fio...

Um comentário:

Anônimo disse...

"Vou tentar a sorte
Mas o azar é o que me espera
E ao meu lado,
Rostos cansados,
sorrisos desgastados,
amarelos e apagados
pela sombra do dia-a-dia"

Haha que é isso? Resquícios do bom e velho pessimismo?

É engraçado como as coisas assumem sentido. Sempre diferente, depedendo do leitor é verdade. Mas que as coisas parecem se encaixar numa época e lugar parecem.

Abraços companheiro!