21 de outubro de 2007

Poema da realidade

Acostuma-te à mediocridade,
que é tudo o que te espera
se não domas a ansiedade,
é óbvio que te desesperas

acostuma-te à vida errante!
Acostuma-te à pequenez
Pois o tempo leva cada instante,
deixando marcada a tua tez

acostuma-te a ser mais um
a ser ignóbil, incompetente
acostuma-te a tanto olhar
e pouco ver em tua frente

acostuma-te aos sorrisos falsos,
a uma vida de pouco sentido
equilibrando-se sobre cadafalsos,
fixando os olhos no teu umbigo

acostuma-te a esta dor,
pouco mais podes esperar
hoje sabes, até amor
finge-se ter, pode-se comprar

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