Só foi feliz na infância
e quando a alegria à porta lhe batia,
engolia e tinha ânsia
Só foi feliz na infância
E deixou a poesia que tão doída escrevia
como única lembrança
Foi só, infeliz, infância
De todos os torpores
dos torpes desamores
só teve a dor em abundância
Foi só na agonia,
foi só no desamor,
no canto, quem diria
no palco, e no pavor
Foi só acompanhado,
foi só na multidão,
no sorriso amarelado,
foi amargo, e com razão
Só foi feliz na infância...
Porque a felicidade é isso:
chega sem pedir,
entra sem bater,
agarra sem licença, toca a alma,
toca a essência...
Depois se vai,
depois se morre,
qual paixão ingrata,
que o peito desacata,
e parte sem dizer o nome...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário