16 de março de 2010

Destino

Torpe, estúpido destino
que insiste em versos esconder
E camuflar de poesia
A dor mais crua e dura
De um quotidiano imerso
Na mais amarga agonia

E a cada ato insano ou jura
Só faz sangrar, virar em verso
Em aflição verter o dia,
em contrição, a poesia

E se pudesse, então diria
Do meu destino aqui disperso
Que não suporto a hipocrisia
De uma vida ao reverso

Que sonho com o raiar do dia
Que tenho o peito submerso
Que submissa tenho a alma
E que meu corpo é tão perverso

Que meu amor não tem remédio
Que a aflição também acalma
Que adoeço desse tédio
E o destino, bate palma...

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