E quando se sente
O peito rachado
A alma dormente
O sonho de lado
Que se há de fazer?
Quando se quer
Mas nunca se sabe
Quando se esconde
Da própria vontade
O que se há de fazer?
Quando o mundo
parece pequeno
E o próprio desejo
Encarna o desdenho
Que eu hei de fazer?
Quando se quer amar,
Mas o destino aparta
Quando só há penar
E quando a dor é farta
Que se há de querer?
Quando tudo que espero
É um grão de iniciativa
E só ganho protocolo
Sempre a mesma assertiva
Que me resta fazer?
Quando tudo não cabe,
quando nada mais serve
Quando a dor é suave
Mas a alma é o que ferve
Que se há de dizer?
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